Alexandre Mattos, que já ocupou cargos de destaque no Cruzeiro e atualmente é executivo no Santos, surpreendeu a todos ao compartilhar sua experiência com um tumor maligno localizado nos rins durante esta temporada. Em uma conversa no podcast ‘Denilson Show’ na última terça-feira (23), ele contou que foi submetido a uma cirurgia em setembro para remover seu rim direito em decorrência da gravidade da situação.
A jornada de Mattos começou com a intenção de perder peso e aprimorar sua alimentação. Ele decidiu consultar um nutrólogo, que solicitou exames de sangue e uma ultrassonografia. Inicialmente relutante, ele acabou concordando em realizar os testes e, com o auxílio do médico do Santos, recebeu o diagnóstico do tumor maligno.
“Estava tão focado nos projetos e nas pessoas ao meu redor que acabei esquecendo de cuidar de mim mesmo. Pensei: ‘Estou em Santos, cansado. Preciso de um nutrólogo e de uma alimentação mais saudável’. Fui à nutricionista e ela me pediu alguns exames. Eu disse: ‘Não tem nada de errado, doutora. Fiz um check-up há um ano’. Mas ela insistiu: ‘Você precisa fazer o ultrassom’. Acabei entregando o envelope para o enfermeiro do Santos, o Marcão, e pedi que marcasse os exames, embora estivesse relutante em fazer o ultrassom.
Na quarta-feira, enquanto estava em uma reunião fora do Santos, recebi uma ligação de Marcão: ‘Alexandre, onde você está? Estou na clínica’. Eu respondi: ‘Que clínica? Não vou fazer esse exame’. Por fim, acabei indo e, ao chegar, o médico me perguntou: ‘Você já notou sangue na urina?’. Eu disse que não, e ele pediu uma tomografia. Fui relutante, mas concordei. No final das contas, o resultado indicou a presença de um tumor no rim direito. Felizmente, ele estava encapsulado, o que foi um alívio, considerando que não planejava fazer nada a respeito.
O tumor era considerável, cerca de 7 cm, e a descoberta foi impactante, especialmente em um momento de estresse. Não tenho histórico familiar de câncer e não estava sentindo nada. Essa experiência serve como um grande alerta. Após a descoberta, entrei em contato com o médico do Cruzeiro, que é meu amigo, e ele me indicou um urologista em Belo Horizonte, elogiando sua experiência e competência. Fui ao especialista na sexta-feira, que confirmou a necessidade de cirurgia para remoção do tumor.
Em setembro, após comunicar a Marcelo sobre a situação, fui submetido à cirurgia robótica, o que é uma grande evolução em relação aos métodos anteriores. O tumor foi enviado para biópsia e o resultado revelou que se tratava de um câncer agressivo. Busquei a orientação do oncologista Dr. Maluf, que me recebeu prontamente e me tranquilizou.
Ele explicou que, apesar de ser um câncer agressivo, a remoção do tumor estava no momento certo, e que não seria necessário realizar quimioterapia ou radioterapia. Em vez disso, eu começaria um tratamento de imunoterapia com 18 sessões ao longo de um ano, que traria alguns efeitos colaterais, como cansaço e vermelhidão ocasional.