Com 40,3% dos votos, Nasry Asfura foi oficialmente declarado o presidente eleito de Honduras na última quarta-feira (24), após sua segunda tentativa de assumir a liderança do país centro-americano. Aos 67 anos, o empresário do setor de construção civil conta com o respaldo de figuras da extrema direita global e superou o centrista Salvador Nasralla, que obteve 39,5% dos votos.
Asfura teve o apoio explícito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a ameaçar cortar a ajuda financeira americana a Honduras caso o resultado eleitoral não favorecesse seu aliado. Nasralla, que ficou em segundo lugar, criticou os comentários de Trump, considerando-os uma interferência externa no processo eleitoral.
No Brasil, Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), congratulou Asfura pela vitória. “O povo hondurenho fortalece o movimento da direita na América Latina e diz não ao Foro de São Paulo. Que Deus ilumine os passos do novo governo”, postou o parlamentar, que é visto como potencial candidato à presidência em 2026.
O presidente eleito de Honduras iniciou seus estudos em Engenharia Civil na Universidade Nacional, mas abandonou o curso para fundar uma construtora que se tornou uma das maiores do país. Nascido em Tegucigalpa, Asfura é filho de imigrantes palestinos e foi prefeito da capital hondurenha por dois mandatos.
Ao longo de sua trajetória política e empresarial, Asfura enfrentou diversas acusações de corrupção, incluindo a suspeita de desvio de recursos municipais, embora a denúncia não tenha avançado no Supremo Tribunal. Além disso, ele foi mencionado no escândalo dos ‘Pandora Papers’ por possuir offshores registradas no Panamá, supostamente para evasão fiscal. O empresário não contesta as informações, defendendo que suas transações são legais.