O deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL-MG) decidirá passar o Natal em Brasília, dedicando-se a uma vigília pessoal pelo êxito da cirurgia que Jair Bolsonaro realizará nesta quinta-feira (25). Na quarta-feira (24), quando o ex-presidente foi internado para os preparativos necessários para a operação, Caporezzo se uniu a outros apoiadores em frente ao hospital DF Star.
Bolsonaro submeter-se-á a uma herniorrafia inguinal bilateral, um procedimento cirúrgico destinado a corrigir uma hérnia inguinal. Esta será a oitava cirurgia do ex-presidente desde que sofreu um ataque a faca em 2018 durante sua campanha eleitoral. Em mensagem de áudio enviada à Itatiaia, Caporezzo expressou que passará o Natal em Brasília, orando pela recuperação da figura política.
“Estarei em oração para que essa cirurgia seja bem-sucedida e que o presidente se recupere mais uma vez dessa facada horrenda que quase lhe custou a vida. Tenho fé em Deus de que em breve a liberdade voltará a brilhar no horizonte do Brasil”, declarou.
O boletim médico divulgado nesta quarta-feira informou que a equipe responsável pela cirurgia considera o ex-presidente apto para o procedimento, que ocorrerá sob anestesia geral a partir das 9h e deve durar cerca de quatro horas.
Caporezzo é um dos políticos mais fervorosos do bolsonarismo em Minas Gerais. Sua trajetória começou na Polícia Militar em Uberlândia, onde foi vereador, e chegou à Assembleia Legislativa (ALMG) em 2022.
Seu nome está entre os cogitados no PL mineiro para as candidaturas ao Senado em 2026. A disputa para a Casa Alta do Congresso no partido é intensa, com concorrência acirrada de figuras como os deputados federais Eros Biondini e Domingos Sávio, sendo este último o atual presidente estadual da sigla.
Na terça-feira (23), a defesa de Bolsonaro obteve autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para proceder com a cirurgia. O ex-presidente foi internado na quarta-feira.
Moraes inicialmente permitiu que a ex-primeira-dama Michelle (PL) visitasse Bolsonaro no hospital, e nesta quarta-feira, a autorização foi estendida a seus filhos: o senador Flávio Bolsonaro (PL); o ex-vereador carioca e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC); o vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan (PL-SC); e a caçula, Laura.
Desde o dia 22 de novembro, Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, após tentar romper a tornozeleira eletrônica que usava em prisão domiciliar. Na semana seguinte, sua prisão preventiva foi convertida no início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses, imposta pelo STF por tentativa de golpe de Estado e por outros crimes que comprometem o Estado Democrático de Direito.