O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no Maranhão, foi o cenário do lançamento do primeiro foguete comercial no Brasil. O HANBIT-Nano, criado pela empresa sul-coreana Innospace, decolou às 22h13. Momentos após a partida, a transmissão ao vivo no YouTube foi suspensa, e até o presente momento, não há declarações oficiais sobre o resultado da missão.
Durante a exibição do lançamento, uma mensagem foi apresentada: “We experienced an anomaly during the flight”, que em português significa que a equipe encontrou um problema durante o voo do foguete. Poucos segundos após a decolagem, as imagens sugeriram a ocorrência de uma explosão.
A Força Aérea Brasileira (FAB), que esteve presente durante toda a operação, ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. O lançamento, que estava programado para novembro, sofreu múltiplos adiamentos por parte da empresa responsável, devido à necessidade de trocar componentes do foguete.
Cerca de 400 profissionais participaram da missão, sendo aproximadamente 300 militares. O HANBIT-Nano, destinado a missões orbitais de pequeno porte, possui cerca de 21 metros de altura — o que equivale a um edifício de sete andares — e pesa em torno de 30 toneladas, um peso semelhante ao de 20 veículos populares. O foguete é capaz de atingir velocidades próximas a 30 mil km/h, mais de 27 vezes a velocidade de uma aeronave comercial.
O propósito da missão é transportar oito dispositivos experimentais, dos quais sete são de origem brasileira e um indiano. Entre eles, estão dois nanossatélites desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que visam estudar sistemas de comunicação de baixo consumo energético voltados para aplicações em Internet das Coisas (IoT).