O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou sua contrariedade em relação às duas invasões do plenário que ocorreram neste ano. A primeira, realizada por parlamentares da oposição, durou pouco mais de 24 horas e foi encerrada após negociações. A segunda, protagonizada pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), foi ainda mais breve, com duração inferior a 2 horas, terminando apenas após a intervenção da polícia legislativa, que removeu o deputado da cadeira da presidência.
A abordagem distinta de Motta em relação a ambos os episódios gerou questionamentos e críticas entre seus aliados, que perceberam uma postura mais rigorosa em relação a Glauber. Durante um encontro com jornalistas, Motta justificou que a atitude em relação ao deputado foi deliberadamente diferente, a fim de evitar que uma nova rebelião se estabelecesse, como ocorreu com a oposição.
Ele também alertou que, se qualquer outro parlamentar tentar repetir tal ato, será retirado de maneira semelhante à ação tomada contra Glauber. Ao ser indagado se essa declaração sugeria a possibilidade de uma nova ocupação, Motta negou, batendo na mesa para enfatizar: “Estou apenas afirmando que essa será a postura da presidência. É essencial que se mantenha o respeito pela cadeira da presidência da Câmara dos Deputados. A ocupação do cargo não deve ocorrer de forma indevida. Assim como atuamos com Glauber, agiremos da mesma forma com qualquer outro que se comportar assim.”
O incidente envolvendo a oposição resultou em processos contra três deputados, solicitando a suspensão temporária de seus mandatos: Marcel van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS). Esses processos estão atualmente sendo analisados pelo Conselho de Ética e devem ser concluídos apenas em 2026. Motta expressou sua expectativa de que o colegiado tome as devidas medidas contra os parlamentares envolvidos.
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