O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou, durante uma reunião ministerial realizada na Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília, nesta quarta-feira (17/12), que entrará em recesso na primeira semana do ano e retornará às suas atividades no dia 6 de janeiro de 2026. “Em janeiro, vou dedicar alguns dias para descansar. No dia 6, estarei de volta e, antes do carnaval, pretendo realizar reuniões com as diferentes áreas ministeriais para aprimorar o que for necessário, assim como encontros com os bancos públicos, uma vez que até lá o ano já terá encerrado”, declarou.
Na manhã de hoje, o presidente Lula se reuniu com seus ministros em Brasília para avaliar o ano que passou e alinhar estratégias para 2026, com o encontro acontecendo na Granja do Torto. “Tudo isso antes do carnaval, porque depois eu pretendo me divertir e, quem sabe, ser mestre-sala em alguma festividade”, brincou o presidente.
Além disso, Lula convidou os ministros a participarem do desfile da Acadêmicos de Niterói, que prestará uma homenagem a ele no carnaval de 2026. O presidente deve passar as festividades de Natal em Brasília, mas ainda não decidiu onde celebrará a chegada do novo ano, conforme informações do Palácio do Planalto.
Durante a reunião, Lula enfatizou a importância de uma comunicação eficaz entre as pastas. “Às vezes, fico pensando quando ouço a expressão: ‘Ah, o governo do presidente Lula’. Isso dá a impressão de que vocês não fazem parte do governo. Vocês estão comigo durante todo esse tempo; portanto, o governo não é apenas do presidente Lula, é um governo coletivo”, destacou.
Mais cedo, o presidente afirmou que o terceiro ano de seu governo terminou em uma “situação amplamente favorável”, embora essa percepção não se reflita nas pesquisas de avaliação devido à “polarização política que o país enfrenta”. O encontro teve como objetivo discutir as principais conquistas do governo, incluindo a sanção da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, além de outras iniciativas de interesse social. O presidente também abordou a transição nos ministérios, considerando a saída de alguns ministros que irão concorrer nas eleições do próximo ano.