Silvinei Vasques, que ocupou o cargo de diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), deixou sua posição como secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, na região metropolitana de Florianópolis (SC), após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (16/12) a 24 anos e 6 meses de reclusão por seu envolvimento na tentativa de golpe. Ele estava à frente da secretaria desde janeiro, quando foi nomeado pelo prefeito Orvino Coelho d’Ávila (PSD). O pedido de exoneração foi protocolado no mesmo dia em que o STF finalizou o julgamento dos réus do núcleo 2 da conspiração.
A prefeitura confirmou a saída de Vasques em um comunicado oficial, mas ainda não divulgou quem assumirá a secretaria. Durante o julgamento realizado pela Primeira Turma do STF, Vasques recebeu a segunda maior pena entre os condenados do núcleo 2, ficando atrás apenas do general da reserva do Exército Mário Fernandes, considerado pelos ministros como uma figura central no esquema investigado.
Além de Vasques, outros três réus do núcleo também foram condenados: Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor internacional da Presidência; Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência; e Marília Ferreira de Alencar, delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal. Os magistrados ainda absolveram Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal.
A condenação de Vasques se deu por sua tentativa de interferir no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria ordenado blitzs e bloqueios em áreas onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve melhor desempenho no primeiro turno, com o objetivo de dificultar o acesso dos eleitores às seções de votação. A defesa de Vasques refuta as acusações e anunciou a intenção de recorrer da decisão.
Com informações do NSC Total, parceiro do Metrópoles.