Adriane Galisteu, 52 anos, compartilhou que questionou Ayrton Senna sobre seu envolvimento com Xuxa durante uma conversa que tiveram. Esse relato faz parte do documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu”, que estreou na HBO Max na última quinta-feira.
Ele me confidenciou que tinha sido completamente apaixonado por ela, mas que a relação não deu certo porque Xuxa decidiu não continuar. Era uma questão profissional. Após um ano de sofrimento, ele optou por não tocar mais no assunto. Adriane Galisteu
A conversa ocorreu em 1993, no apartamento de Ayrton Senna, localizado no Jardim Paulista, onde o casal viveu nos meses seguintes. Este foi o primeiro encontro deles após se conhecerem durante o GP do Brasil, em março de 1993. No documentário, Galisteu ressaltou que a relação entre o piloto e Xuxa foi amplamente divulgada pela mídia.
Xuxa não aceitou o convite para participar do documentário, alegando compromissos contratuais, conforme informado pela produção. Antes do término do filme, foi mencionado que a família Senna também foi convidada, mas declinou, apresentando a mesma justificativa que Xuxa.
Com a ausência de familiares, o documentário conta com a participação de amigos de Ayrton Senna, incluindo Betise Assumpção, ex-assessora de imprensa do piloto, e Luíza Eugênia Konder, viúva de Antônio Carlos de Almeida Braga, conhecido como Braguinha, que foi amigo e “mentor” de Senna ao longo de sua carreira.
O Splash entrou em contato com as equipes de Xuxa e da família Senna, e a reportagem será atualizada caso haja uma manifestação por parte deles sobre as ausências no documentário.
Documentário não é uma resposta
“Meu Ayrton por Adriane Galisteu” foi lançado pouco menos de um ano após “Senna”, uma produção da Netflix que recebeu o apoio da família Senna. A série ficcional foi criticada em 2024 por apresentar poucas cenas com a personagem de Galisteu, interpretada pela atriz Julia Foti.
Adriane Galisteu enfatizou que seu documentário não se trata de uma resposta à produção da Netflix e evitou entrar em polêmicas durante a coletiva de imprensa.
Não é uma polêmica. Este documentário não é uma reação. […] Minha mãe sempre me ensinou a não julgar o que os outros fazem. O que importa é que o que eu defendo é o que está certo. Adriane Galisteu em coletiva de imprensa
Ela também comentou sobre a dificuldade de revisitar o tema após mais de 30 anos da morte do piloto. “Todos reconhecem que ele era um herói nas pistas, e todas as produções são válidas e merecidas. Ninguém abordou Ayrton como um herói sem capacete, e é importante que todos conheçam a grandeza do coração desse homem.”
Para contar essa história, eu deveria ser a pessoa. Eu estive ao seu lado nos últimos 18 meses de sua vida. Não há como apagar isso. Independentemente das narrativas que tentam ofuscar, eu vivi uma história como namorada e mulher ao lado dele. É uma vivência muito minha. Adriane Galisteu em coletiva de imprensa