Xuxa Meneghel e a família Senna foram abordadas para integrar o documentário “Meu Ayrton, por Adriane Galisteu”, conforme indicado pela produção ao final da exibição. A família Senna, representada por Bianca Senna, esclareceu que, devido a compromissos contratuais, não poderia aceitar o convite. A apresentadora Xuxa também se manifestou, informando que compromissos similares a impediram de participar.
Sem a presença dos familiares, o documentário conta com a participação de amigos de Ayrton Senna, destacando figuras como Betise Assumpção, ex-assessora de imprensa do piloto, e Luíza Eugênia Konder, viúva de Antônio Carlos de Almeida Braga, conhecido como Braguinha, que foi amigo e mentor de Senna durante sua carreira. Embora Xuxa e a família Senna sejam mencionados em várias partes do documentário, a produção ressaltou que as opiniões e comentários apresentados são pessoais e refletem a liberdade de expressão.
Nos momentos finais do documentário, Galisteu expressou sua disposição para dialogar com os familiares de Senna, afirmando que estaria disposta a interromper suas atividades para encontrá-los. “Se a família dele me ligar, eu largo tudo para me encontrar com eles. Estou pronta, de coração aberto, como sempre fui”, declarou a apresentadora.
A reportagem da Splash buscou contato com as equipes de Xuxa e da família Senna, e a matéria será atualizada caso eles se pronunciem sobre sua recusa em participar do documentário.
Além disso, “Meu Ayrton, por Adriane Galisteu” foi lançado pouco menos de um ano após “Senna”, uma produção da Netflix que teve o apoio da família do piloto. A série, que foi criticada em 2024 pela escassez de cenas da apresentadora, teve sua relevância reafirmada por Galisteu, que enfatizou que seu trabalho não é uma resposta à produção da Netflix. “Não é uma questão de polêmica. Este documentário não é uma retaliação. Eu não julgo o que os outros fazem. Minha mãe sempre me ensinou a defender o que é certo para mim, sem criticar o que os outros fazem”, afirmou durante uma coletiva de imprensa.
Galisteu comentou também sobre a complexidade de revisitar a história após mais de 30 anos da morte de Senna, ressaltando que “todos sabem que ele era um herói nas pistas”, e que todas as produções sobre ele são válidas e merecidas. “Ninguém retratou o Ayrton como um herói sem capacete, e vocês também precisam entender a grandeza do coração desse homem”, destacou.
Ela ainda ressaltou a importância de sua perspectiva, afirmando: “Para contar essa história, tinha que ser eu. Estive ao lado dele nos últimos 18 meses de sua vida. Não há como apagar isso. Mesmo que outras narrativas ignorem essa parte, eu vivi uma história como namorada e mulher ao seu lado, e isso é muito significativo para mim.”