Seis pacientes de uma instituição psiquiátrica se encontram em uma adega sofisticada para participar de um tratamento inusitado. No entanto, o psiquiatra é assassinado de maneira inesperada. Agora, a questão que se impõe é: quem foi o culpado? Essa é a premissa de “Matices”, a nova série que estreia hoje na plataforma de streaming Universal+. A produção integra o gênero “whodunit”, que se concentra na busca por quem cometeu um crime, reminiscentes das obras de Agatha Christie e do famoso jogo “Detetive”.
Em uma entrevista ao Splash, Enrique Arce, conhecido por seu papel como Arturo em “La Casa de Papel”, compartilha insights sobre a trama e seu personagem.
Na narrativa, os pacientes são levados a confrontar os eventos mais dolorosos de suas vidas. O respeitado Tomás Marlow (Eusebio Poncela) e sua filha ambiciosa, Eviana Marlow (Elsa Pataky), são os responsáveis por essa experiência inovadora, que é descrita como uma “cerimônia de ruptura e renascimento”.
Após o crime, todos se tornam suspeitos, incluindo a filha do psiquiatra. Cada um deles deixou suas marcas na cena do crime e apresentava relações complicadas com a vítima. O elenco ainda conta com Maxi Iglesias, Luis Tosar e Hovik Keuchkerian.
Arce interpreta Enrique Polan, que, ao lado de sua esposa mais jovem, busca a ajuda do Dr. Marlow para lidar com a dor causada pela perda da filha, que cometeu suicídio. Contudo, por trás desse sofrimento, revela-se uma história mais obscura. Enrique é um homem atormentado pela morte de sua primeira esposa, o que o leva a tomar decisões moralmente questionáveis.
O ator ressalta que, embora a saúde mental seja um elemento central no enredo da série, não se trata de um “estudo” sobre o tema. “A saúde mental é, sem dúvida, um foco importante, já que lidamos com um psiquiatra e seis pacientes, trazendo diferentes perspectivas sobre como as doenças mentais podem se manifestar em situações extremas. Cada personagem apresenta desdobramentos severos de problemas como depressão e esquizofrenia”, explica.
Arce também celebra a visibilidade que “La Casa de Papel” proporcionou a outras produções em língua espanhola. “O público anglo-saxão percebeu que é possível criar conteúdo interessante e de qualidade semelhante ao que eles produzem. Antes, estavam muito focados em seus próprios projetos e não prestavam atenção a produções de outros países ou idiomas”, afirma.
Além disso, séries do México, Brasil e de outras partes da Espanha começaram a ganhar espaço, resultando em uma maior aceitação dos projetos ibero-americanos pelo público estrangeiro. Isso representa um grande avanço para a nossa ficção, pois abre novas oportunidades para mostrar nosso trabalho e para que atores e técnicos possam expandir suas carreiras, sem limitações a um mercado local. Enrique Arce.