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Quem foi Silvano Raia, médico que revolucionou transplantes no Brasil

Reprodução/Academia Nacional da Medicina

O cirurgião Silvano Raia, um dos nomes mais importantes da medicina brasileira e pioneiro no transplante de fígado no país, morreu nessa terça-feira (28/4) aos 95 anos. Professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ele teve papel decisivo na introdução e no desenvolvimento da área de transplantes no Brasil.
Mesmo aos 95 anos, Raia ainda se mantinha ativo em projetos científicos. Há menos de um mês, celebrou com sua equipe o nascimento do primeiro porco geneticamente modificado do Brasil com o objetivo de produzir órgãos compatíveis para transplantes em humanos, uma iniciativa voltada ao avanço dos chamados xenotransplantes.
Em 1985, Silvano Raia realizou o primeiro transplante de fígado com doador falecido no país. Três anos depois, teve sucesso também em um transplante com doador vivo, técnica que ampliou as possibilidades de tratamento e ajudou a salvar milhares de pacientes.
O médico também teve participação fundamental na estruturação da rede de transplantes no Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o Ministério da Saúde, Raia contribuiu para a qualificação de equipes médicas, a implantação de serviços especializados e a ampliação do acesso da população a procedimentos de alta complexidade em diferentes regiões do país.
Ao longo da carreira, realizou centenas de transplantes. Quando se aposentou do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em 2000, já havia realizado 560 transplantes de fígado na instituição. Entre 2002 e 2006, à frente da Unidade de Transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein, participou de mais 500 procedimentos.
Formado em medicina pela Universidade de São Paulo (FM-USP) em 1956, Silvano Raia iniciou cedo a carreira acadêmica. Ainda na graduação recebeu uma bolsa para estágio na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e nos anos seguintes começou a atuar em atividades cirúrgicas no Hospital das Clínicas.
Em 1967 realizou pós doutorado na Universidade de Londres, onde desenvolveu uma pesquisa sobre técnica de histoquímica que lhe rendeu o Prêmio Lafi no Brasil no ano seguinte.
Após retornar ao Brasil, integrou o Serviço de Cirurgia de Moléstias do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas e fundou o Grupo de Cirurgia do Fígado e da Hipertensão Portal, que mais tarde se transformaria na Unidade de Fígado do HC da USP.
Entre 1982 e 1986 também dirigiu a Faculdade de Medicina da universidade. Durante sua gestão foram criados os Laboratórios de Investigação Médica e a Fundação Faculdade de Medicina, iniciativas que fortaleceram a pesquisa e o ensino na instituição.
Além da atuação acadêmica, ele também teve participação em políticas públicas de saúde. Foi secretário da Saúde da Prefeitura de São Paulo e colaborou com o Ministério da Saúde na criação e no desenvolvimento de novas modalidades de transplante no país.
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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade