Após um ato sexual desprotegido, agir rapidamente é fundamental para minimizar riscos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez indesejada. Especialistas alertam que, muitas vezes, as pessoas ignoram sinais de alerta ou procrastinam a busca por ajuda, transformando um potencial problema em uma complicação de longo prazo. A ginecologista Lorrany Viola, do Laboratório Exame, enfatiza a importância de procurar atendimento médico urgente. “Algumas infecções têm janelas de tempo críticas. Se agirmos rapidamente, conseguimos reduzir significativamente o risco”, explica.
A profilaxia pós-exposição (PEP) é uma das principais medidas a serem tomadas, devendo ser iniciada em até 72 horas após a relação sexual, preferencialmente nas primeiras 24 horas. Em situações de risco de gravidez, a pílula do dia seguinte deve ser utilizada o quanto antes. Sua eficácia diminui com o passar do tempo, portanto, postergar essa decisão pode comprometer as chances de evitar uma gestação.
É um erro comum focar apenas na prevenção da gravidez. A sexóloga Tamara W. Zanotelli ressalta que nenhuma contracepção de emergência protege contra ISTs. “Muitas pessoas se preocupam apenas com a gravidez e esquecem das infecções, que podem ser assintomáticas”, alerta. Doenças como HIV, sífilis, hepatites, gonorreia e HPV podem ser transmitidas em uma única relação, muitas vezes sem sintomas imediatos, o que cria uma falsa sensação de segurança.
O acompanhamento médico é crucial para garantir que não houve contágio. Lorrany recomenda que testes para HIV, sífilis e hepatites sejam realizados logo após a exposição e repetidos após 30 dias, podendo se estender até três ou seis meses, dependendo do nível de risco.
Tamara também reforça que sintomas como corrimento com odor forte, coceira, dor ao urinar, sangramentos fora do ciclo menstrual, febre ou lesões genitais requerem atenção imediata. Contudo, a ausência de sintomas não significa que está tudo bem: “Muitas infecções evoluem silenciosamente no início”, avisa.
Além disso, situações graves como dor intensa, sangramento anormal ou dificuldade para respirar devem ser tratadas como emergências médicas. Mesmo sem sintomas evidentes, buscar orientação profissional nas primeiras 72 horas é a abordagem mais segura. Ignorar o problema ou confiar na sorte não elimina os riscos, apenas adia as consequências.
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