A disfunção erétil, um problema que antes era associado predominantemente a homens mais velhos, está se tornando cada vez mais comum entre os mais jovens. Urologistas notam um aumento significativo de relatos desse tipo de disfunção em pacientes abaixo dos 40 anos, e, em alguns casos, até mesmo antes dos 30.
Embora existam fatores físicos que possam contribuir, especialistas afirmam que, nesta faixa etária, os aspectos psicológicos são mais prevalentes. Segundo Sousa, a disfunção erétil pode ter causas tanto orgânicas quanto emocionais, mas nos homens mais jovens, os gatilhos psicológicos são os mais frequentes. Ansiedade, pressão por desempenho e insegurança durante a atividade sexual estão entre os principais fatores.
Outro elemento frequentemente relacionado ao problema é o consumo excessivo de pornografia, que pode modificar a maneira como o cérebro reage a estímulos sexuais. O urologista Tiago Vilela Santos, que atende em Brasília, também observa esse fenômeno em sua prática clínica. Ele aponta que o excesso de estímulos digitais pode prejudicar a resposta sexual em situações reais.
Santos explica que a pornografia oferece uma variedade de estímulos intensos que muitas vezes não refletem a realidade, o que pode dificultar a excitação em encontros íntimos ao longo do tempo. Além dos fatores psicológicos, hábitos diários também podem impactar a saúde sexual masculina. Sousa menciona que certos comportamentos podem resultar na chamada disfunção erétil de origem metabólica.
“Sedentarismo, dieta inadequada, consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas, além do uso de anabolizantes, são fatores que contribuem significativamente para a disfunção erétil de natureza orgânica”, explica. O urologista acrescenta que alterações hormonais têm sido observadas mais cedo, com homens jovens apresentando níveis hormonais mais baixos do que em décadas passadas, o que pode afetar a função sexual.
Os especialistas advertem que ignorar essa questão pode resultar em impactos emocionais e até sinalizar outras condições de saúde. A dificuldade em alcançar ereção pode ser um indicativo de problemas mais amplos no organismo. Para Santos, procurar uma avaliação médica de forma precoce aumenta as chances de um tratamento eficaz e evita que a situação se transforme em um ciclo de ansiedade e insegurança.
Ele enfatiza que a saúde sexual está interligada ao bem-estar geral e pode influenciar as relações, a autoestima e a qualidade de vida.
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