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Especialista discute os perigos do uso de substâncias psicodélicas fora de um contexto terapêutico

D-Keine/Getty Images

Nos últimos anos, substâncias psicodélicas, que provocam alterações na percepção, no pensamento e na consciência, têm sido novamente objeto de estudo no âmbito da saúde mental. Antigamente, eram amplamente associadas ao uso recreativo, mas atualmente estão sendo investigadas por suas potenciais aplicações terapêuticas.

Entre as substâncias mais estudadas estão a psilocibina, encontrada em certos tipos de cogumelos, o LSD e o MDMA. Em ambientes clínicos, esses compostos estão sendo avaliados como parte de abordagens experimentais para o tratamento de transtornos psiquiátricos que, frequentemente, não respondem adequadamente às terapias convencionais.

As pesquisas focam em condições psiquiátricas que são consideradas mais desafiadoras. Os casos mais estudados incluem a depressão resistente, onde os pacientes não apresentam melhora mesmo após múltiplas tentativas de tratamento, e o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Adicionalmente, há investigações sobre o uso de psicodélicos em pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), dependência de álcool e ansiedade relacionada a doenças graves ou em fase terminal.

O objetivo é descobrir se, em contextos específicos, essas substâncias podem auxiliar no processo terapêutico. Nos protocolos de pesquisa, os psicodélicos não são administrados como medicamentos tradicionais, mas sim em sessões controladas, como parte de um tratamento mais abrangente que inclui preparação psicológica antes da experiência e acompanhamento terapêutico posterior.

Apesar disso, o acompanhamento psicológico é visto como a etapa mais crucial. Antes da sessão, os profissionais realizam avaliações minuciosas para compreender o histórico emocional do paciente. Após a experiência, o trabalho terapêutico busca ajudar o paciente a processar o que foi vivenciado. O processo de integração psicoterapêutica visa transformar as percepções obtidas durante a sessão em reflexões e mudanças concretas na vida cotidiana.

Contudo, os psicodélicos não são considerados seguros para todos os perfis, já que indivíduos mais vulneráveis a transtornos psiquiátricos podem ter reações adversas ou até mesmo um agravamento dos sintomas. Os casos que demandam mais cautela incluem:

“O uso pode desencadear episódios de psicose, estados maníacos ou desorganização psíquica aguda em pessoas vulneráveis. Reações intensas de ansiedade, pânico, despersonalização ou desrealização também podem ocorrer. Em raras situações, há relatos de sintomas perceptivos persistentes após o uso de alucinógenos, uma condição conhecida como Transtorno de Percepção Persistente por Alucinógenos”, esclarece a psiquiatra Lais Buytendorp, do Hospital Mantevida, em Brasília.

Fora do ambiente controlado de pesquisa, os riscos se ampliam. Em estudos clínicos, as sessões são realizadas com controle rigoroso de dosagem, triagem psicológica prévia e supervisão profissional durante toda a experiência.

No uso recreativo, tais cuidados são raramente aplicados. O indivíduo pode acabar consumindo substâncias adulteradas, doses imprevisíveis ou enfrentar a experiência sem o suporte emocional adequado.

Outro aspecto a ser considerado é a interação com medicamentos psiquiátricos, uma vez que muitos psicodélicos afetam sistemas cerebrais semelhantes aos antidepressivos convencionais, podendo alterar efeitos, provocar reações inesperadas ou dificultar o acompanhamento de tratamentos em andamento.

Por essas razões, mesmo com o avanço das pesquisas e o crescente interesse na medicina, os especialistas em saúde alertam que o uso dessas substâncias ainda requer extrema cautela e um estudo aprofundado antes de qualquer adoção terapêutica em larga escala.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade