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Pesquisadores avaliam injeção inovadora que pode regenerar o coração após um infarto

manusapon Kasosod/Getty Images

Uma única aplicação de uma terapia baseada em mRNA demonstrou um grande potencial para auxiliar na recuperação do coração após um infarto. Em experimentos realizados com ratos e porcos, o tratamento resultou em melhorias na função cardíaca e redução dos danos ao órgão. O estudo foi divulgado em 5 de março na revista científica Science.

Esta terapia utiliza uma tecnologia denominada RNA autoamplificável (saRNA), que é uma versão mais avançada do mRNA. Ao contrário das vacinas, essa abordagem não interage diretamente com o sistema imunológico. A substância é injetada no músculo — como o da perna — e induz o corpo a produzir uma proteína chamada pró-ANP, que está associada à proteção do coração.

Essa proteína se dissemina pela corrente sanguínea até o coração, onde contribui para mitigar os danos causados pelo infarto e melhora a funcionalidade do órgão. Os resultados dos testes com animais foram encorajadores: segundo os pesquisadores, o RNA autoamplificável permanece ativo por um período prolongado no organismo, permitindo uma produção contínua da proteína terapêutica que pode durar dias ou até semanas.

Após um infarto, uma parte do coração pode sofrer danos permanentes, comprometendo sua capacidade de bombear sangue. Atualmente, os tratamentos disponíveis ajudam a gerenciar a condição, mas não conseguem revertê-la completamente. A nova abordagem se destaca por atuar indiretamente, estimulando o corpo a gerar uma substância que protege o coração, sem a necessidade de aplicações frequentes.

Embora os resultados sejam promissores, os cientistas ressaltam que a terapia ainda se encontra em uma fase inicial. Até o momento, os testes foram restritos a animais e ainda não foram realizados em humanos. Além disso, é necessário investigar a segurança, a dosagem ideal e possíveis efeitos colaterais, o que significa que ainda não é possível garantir que o tratamento terá os mesmos efeitos em pessoas.

Os próximos passos incluem novos estudos para validar os resultados e, futuramente, iniciar testes clínicos. Se os efeitos se mostrarem consistentes, essa abordagem poderá abrir novas possibilidades de tratamento após infartos, com aplicações simples e de longa duração.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade