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Pesquisa revela que homens têm maior probabilidade de infarto após os 35 anos

manusapon Kasosod/Getty Images

De acordo com um estudo publicado na edição de 28 de janeiro do Journal of the American Heart Association, homens apresentam um risco elevado de infarto em comparação às mulheres a partir dos 35 anos. A investigação acompanhou 5.112 indivíduos desde o início da vida adulta, nos anos 1980, durante aproximadamente 34 anos.

Os resultados mostram que, até o início da vida adulta, homens e mulheres apresentam trajetórias de risco cardiovascular semelhantes. No entanto, após essa fase, as complicações cardíacas tendem a se desenvolver de maneira mais precoce e intensa nos homens.

A incidência de doenças cardiovasculares nos homens chega a 5% cerca de sete anos antes do que nas mulheres. No caso da doença arterial coronariana, que é a principal responsável pelos infartos, essa diferença pode ser de até dez anos.

A cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, que é diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHC), explica que vários fatores contribuem para essa discrepância. Hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de álcool e uso de substâncias psicoativas são alguns dos principais riscos que afetam ambos os sexos.

Pellegrini ressalta que monitorar esses indicadores desde a juventude e adotar hábitos saudáveis pode reduzir consideravelmente as chances de complicações cardíacas. Embora a dor ou desconforto no peito sejam sinais clássicos de um infarto, outros sintomas como falta de ar, cansaço extremo, suor frio, náuseas, tontura, palpitações e dor irradiada para o braço, costas, pescoço ou mandíbula também merecem atenção.

Em mulheres, idosos e indivíduos com diabetes, os sinais podem ser mais sutis. O cardiologista Anis Mitri, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo, destaca que sintomas como desmaios, palidez ou coloração arroxeada da pele também devem ser considerados.

Ele aconselha que, ao notar sintomas intensos ou repentinos, a busca por atendimento médico deve ser imediata, pois um diagnóstico precoce pode aumentar as chances de um tratamento eficaz e minimizar complicações.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) informa que as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil. A entidade afirma que a maioria dessas fatalidades poderia ser evitada ou postergada por meio de cuidados preventivos e intervenções terapêuticas.

Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças cardíacas podem ser suficientes para reverter quadros graves. É crucial saber identificar os principais sintomas das condições cardiovasculares e buscar tratamento caso necessário.

Entre as doenças cardíacas mais letais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca, resultante do acúmulo de placas de gordura que obstruem os vasos sanguíneos do cérebro. Os sintomas incluem dificuldade na fala, tontura, dificuldade para engolir e fraqueza em um dos lados do corpo.

A cardiomiopatia, que causa inflamação e inchaço do músculo cardíaco, pode necessitar de transplante devido ao enfraquecimento do coração. Os sintomas incluem fraqueza frequente, inchaços e fadiga.

O infarto do miocárdio ocorre quando o fluxo sanguíneo para o músculo do coração é interrompido por um longo período, levando a sérios danos ou morte do tecido. Obesidade, tabagismo, colesterol elevado e predisposição genética são fatores de risco. Os sintomas incluem dor no peito que persiste por 20 minutos, formigamento no braço e sensação de queimação no peito.

Outra condição comum e grave é a insuficiência cardíaca, caracterizada pela incapacidade do coração em bombear sangue adequadamente, provocando fadiga, falta de ar e fraqueza. As principais causas incluem infecções, diabetes e hábitos não saudáveis.

A doença arterial periférica, assim como outras doenças cardíacas, é causada pela formação de placas de gordura nas artérias que irrigam os membros inferiores, como pés e pernas. Colesterol elevado e tabagismo são fatores contribuintes. Os sintomas incluem feridas que não cicatrizam, disfunção erétil e inchaços.

A endocardite, resultante da infecção do endocárdio por bactérias, fungos ou vírus, pode causar calafrios, febre e fadiga. O tratamento varia conforme o quadro do paciente, e em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária.

Causada por inflamação de músculos cardíacos, a miocardite pode enfraquecer o coração e causar batimentos cardíacos anormais, além de dores no peito e falta de ar.

Além dos sintomas específicos de cada doença cardiovascular, sinais como cansaço inexplicável, náuseas, perda de apetite, dificuldade respiratória, inchaços, calafrios, tonturas, desmaios, taquicardia e tosse persistente podem indicar problemas cardíacos.

Conforme a cartilha de Diretrizes de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é possível prevenir complicações cardíacas com uma alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos e cuidado com a saúde mental.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade