Em dezembro de 2025, o Congresso Nacional ampliou a obrigatoriedade do exame toxicológico para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Com essa nova norma, os candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B também devem apresentar um resultado negativo no teste.
Este exame tem a finalidade de detectar o uso de drogas nos meses anteriores, levando muitos aspirantes a motoristas a buscarem informações sobre os fatores que podem resultar em reprovação. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), coletados entre 2021 e 2025, revelam que a cocaína é a substância que mais frequentemente aparece nos resultados dos exames de motoristas das categorias C, D e E.
De acordo com a Chromatox, um laboratório de exames toxicológicos credenciado pela Senatran, a nova legislação pode gerar entre 1,3 milhão e 2 milhões de novos exames em 2026, representando um aumento superior a um terço em comparação ao mercado atual. No entanto, esse número não indica necessariamente que a cocaína seja a droga mais consumida; na verdade, isso se deve ao fato de que uma única exposição à substância pode deixar múltiplos vestígios no organismo, todos detectáveis pelo exame.
O exame toxicológico para a CNH analisa diversas drogas em conjunto, agrupadas por tipo. Se qualquer substância pertencente a esse grupo for detectada durante o período de análise, o resultado é considerado reprovado. O Metrópoles compilou uma lista das drogas que podem ser identificadas.
Esse exame de longa duração utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas para verificar o consumo de drogas nos últimos meses, normalmente entre 90 e 180 dias. O processo inicia-se com a coleta da amostra em laboratórios autorizados e prossegue com o envio do material para uma análise mais aprofundada. O resultado é apresentado em um laudo rastreável, que segue normas rigorosas para garantir a confiabilidade do exame, prevenindo qualquer tipo de contaminação ou adulteração.
As etapas do exame incluem o agendamento e escolha do laboratório credenciado, coleta da amostra biológica, envio da amostra ao laboratório, análise laboratorial e emissão do laudo. O químico Jean Haratsaris, superintendente da Chromatox, esclarece que o exame toxicológico tem a capacidade de identificar o consumo em um período mais extenso do que os exames de sangue ou urina, o que justifica a escolha desse método.
Além de ser uma ferramenta de fiscalização, o exame toxicológico atua como um recurso preventivo, contribuindo para um trânsito mais seguro. Ao identificar o uso de drogas, é possível mitigar a presença de motoristas sob efeito de substâncias que afetam reflexos, coordenação e julgamento.
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