AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Hacker utiliza inteligência artificial e investimento de milhares de dólares para invadir mais de 100 sites • Pará registra maior número de focos de incêndio no país e situação de emergência afeta regiões do oeste do estado • Ministério da Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em Santa Catarina • EUA determinam remoção de tecnologia de inteligência artificial chinesa DeepSeek de sistemas governamentais • Morre aos 104 anos Mãe Senhora de Ewá, uma das mais antigas lideranças do candomblé no Brasil • Empresas ucranianas registram prejuízo de US$ 7,7 bilhões devido a ataques russos, aponta primeiro-ministro • Noruega planeja proibir redes sociais consideradas prejudiciais a crianças, incluindo plataformas como TikTok, Snapchat e Roblox • Especialista alerta que avanço da inteligência artificial pode elevar o PIB dos EUA em quase 50% até 2030 • Lindt anuncia saída do CEO após desempenho insatisfatório na Europa e revisões de projeções • Regras para venda, aluguel e reforma de imóveis adquiridos pelo programa Minha Casa, Minha Vida • Hacker utiliza inteligência artificial e investimento de milhares de dólares para invadir mais de 100 sites • Pará registra maior número de focos de incêndio no país e situação de emergência afeta regiões do oeste do estado • Ministério da Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em Santa Catarina • EUA determinam remoção de tecnologia de inteligência artificial chinesa DeepSeek de sistemas governamentais • Morre aos 104 anos Mãe Senhora de Ewá, uma das mais antigas lideranças do candomblé no Brasil • Empresas ucranianas registram prejuízo de US$ 7,7 bilhões devido a ataques russos, aponta primeiro-ministro • Noruega planeja proibir redes sociais consideradas prejudiciais a crianças, incluindo plataformas como TikTok, Snapchat e Roblox • Especialista alerta que avanço da inteligência artificial pode elevar o PIB dos EUA em quase 50% até 2030 • Lindt anuncia saída do CEO após desempenho insatisfatório na Europa e revisões de projeções • Regras para venda, aluguel e reforma de imóveis adquiridos pelo programa Minha Casa, Minha Vida •

DNA considerado “lixo” pode influenciar o surgimento do Alzheimer, aponta pesquisa

Dr_Microbe/Getty Images

Uma pesquisa recente sugere que segmentos do DNA que antes eram vistos como desprovidos de função podem desempenhar um papel crucial no surgimento da doença de Alzheimer. O estudo revelou mais de 150 marcadores de controle genético presentes em astrócitos, células cerebrais que sustentam os neurônios e que já foram ligadas ao avanço da enfermidade.

Publicada na revista Nature Neuroscience em 18 de dezembro, a investigação foi realizada por cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. Os achados ajudam a elucidar a razão pela qual os astrócitos não conseguem manter suas funções protetoras e, em vez disso, contribuem para os danos cerebrais associados ao Alzheimer.

Os pesquisadores examinaram regiões conhecidas como “enhancers”, que são sequências que atuam como interruptores, aumentando ou diminuindo a atividade gênica. Essas áreas estão localizadas fora das partes que codificam proteínas, o que leva à sua classificação como DNA não codificante.

Embora não constituam genes em si, essas regiões funcionam como um mecanismo de regulação da atividade genética. Em diversas patologias, as modificações mais significativas ocorrem nessas áreas regulatórias, e não dentro dos próprios genes.

A bióloga molecular e coautora do estudo, Irina Voineagu, destacou que, ao investigar doenças complexas como o Alzheimer, os cientistas frequentemente descobrem alterações nessas regiões do DNA que controlam quando e como os genes são ativados.

Para avaliar a função desses interruptores genéticos, a equipe aplicou a técnica conhecida como CRISPRi, que possibilita a inibição de trechos específicos do DNA sem provocar mudanças permanentes na sequência genética.

Esse método foi utilizado em astrócitos cultivados em laboratório, com a finalidade de analisar se a desativação dessas áreas influenciaria a expressão de genes relacionados ao Alzheimer. Ao avaliar quase mil regiões candidatas, os pesquisadores confirmaram que cerca de 150 realmente funcionavam como intensificadores ativos. Um dos resultados mais significativos foi que muitos desses interruptores controlavam genes associados ao risco e à progressão da doença.

A geneticista molecular Nicole Green, também da universidade australiana, afirmou que a estratégia permitiu identificar com precisão quais regiões regulatórias estavam em ação e quais genes eram impactados por elas, um desafio frequente devido à capacidade desses interruptores de atuar a longas distâncias no genoma.

O mapeamento dessas interações gera um diagrama do funcionamento genético dos astrócitos. Essas informações podem ser utilizadas para treinar ferramentas de inteligência artificial a identificar outros intensificadores semelhantes, acelerando futuras descobertas.

Os pesquisadores enfatizam que o estudo não sugere uma terapia imediata. As autoras afirmam que entender esse circuito de controle genético é um passo essencial antes de se considerar qualquer abordagem terapêutica. Será necessário ainda investigar se esses interruptores operam da mesma maneira quando os astrócitos se encontram em um estado hiperativo, que é observado no Alzheimer. Mesmo assim, este trabalho ajuda a elucidar como mudanças em áreas pouco estudadas do DNA podem afetar processos neurodegenerativos e complexidades da doença.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade