As ideias para iniciar 2026 com o pé direito são muitas: perder peso, reduzir o consumo de álcool, aumentar a prática de meditação, entre outras. Mas pause um instante! Não é curioso como as resoluções que fizemos nos últimos anos costumam ser praticamente as mesmas? Exatamente. Na verdade, elas provavelmente não mudaram muito.
Não é surpreendente! O entusiasmo que nos acompanha no começo de cada ano é comparável à explosão de fogos de artifício durante a virada: após um espetáculo brilhante, tudo se dissipa rapidamente. Nossa tendência à procrastinação assume o controle e o ciclo se repete, ano após ano. Contudo, isso não precisa ser uma regra. Com algumas estratégias em mente, 2026 pode ser um ano verdadeiramente transformador.
1. Foque em uma única meta
“Para romper com velhos hábitos, precisamos de força de vontade”, afirma Schuster. No entanto, essa qualidade não é algo que geralmente temos em abundância. Tentar atingir diversos objetivos ao mesmo tempo pode sobrecarregar nossa força de vontade, levando ao desgaste rápido e, em última análise, à frustração. “Não há problema em querer mudar vários hábitos”, diz o psicólogo. “O essencial é abordar um de cada vez.”
2. Divirta-se no processo
Portanto, é fundamental escolher uma resolução que nos cative de verdade. Mas como decidir? Afinal, todas parecem sensatas. A resposta é simples: “Deve ser algo divertido. Precisamos de uma perspectiva positiva em relação à mudança que almejamos”, explica Schuster. As expressões “Preciso parar de fumar” e “Quero parar de fumar” podem parecer semelhantes, mas, do ponto de vista psicológico, a motivação faz toda a diferença no sucesso a longo prazo.
3. Estabeleça metas realistas
Se em 2025 você passou a maior parte do tempo relaxando no sofá e agora planeja correr uma hora, quatro vezes por semana, isso pode ser uma expectativa excessiva. Um sedentário que costuma passar o dia assistindo TV pode se sentir realizado ao se exercitar apenas duas vezes por semana, mesmo que por meia hora. “A regularidade é mais importante que a duração ou a intensidade”, explica o psicólogo esportivo Schuster. O foco deve estar em transformar o exercício em um novo hábito. Quem não se impõe metas inatingíveis logo de início tem mais chances de se divertir (vide ponto 2) e, assim, realizar suas intenções.
4. Compartilhe seus planos
Depois de escolher e definir sua resolução, pode ser útil compartilhá-la com algumas pessoas. “Isso fortalece seu compromisso”, sugere o psicólogo. Uma promessa feita em um momento de introspecção pode ser quebrada mais facilmente do que uma que é anunciada em voz alta.
5. Aceite as recaídas como parte do processo
O ano começa e, inicialmente, as metas parecem estar no caminho certo – até que encontramos o primeiro obstáculo de desmotivação. Isso pode trazer de volta a vontade de fumar, ou a irresistível atração do sofá! Se você acabar cedendo, não se culpe. “Não se auto-sabote”, alerta Schuster. Esse tipo de pensamento pode comprometer todo o projeto. Recaídas são normais e, muitas vezes, esperadas. O importante é focar nas pequenas vitórias, não importando quão insignificantes pareçam. Isso ajuda a construir nossa autoeficácia, que é a crença de que podemos realizar algo por conta própria. Quem mantém essa crença em si mesmo não desiste facilmente.
6. Prefira não ter resoluções a ter resoluções ruins
Até mesmo as melhores intenções podem se tornar problemáticas. Isso acontece quando a implementação delas em nossas vidas exige um esforço desmedido ou quando a motivação é baseada no “eu tenho que” em vez de “eu quero”. Se, apesar de todo o empenho, você falhar e sua autocrítica prejudicar sua autoeficácia, pode ser mais sensato começar o novo ano sem nenhuma resolução.
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