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Aumento significativo de casos de osteoporose é esperado até 2050, incluindo o Brasil

Steve Gschmeissner/Science Photo Library/Gettyimages

A osteoporose, que se torna a principal causa de fraturas em indivíduos com mais de 50 anos, deve apresentar um crescimento considerável nas próximas décadas. Esse aumento será impulsionado pelo envelhecimento da população, hábitos de vida pouco saudáveis e pelo aumento no número de diagnósticos. De acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, em inglês), uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos poderão sofrer fraturas relacionadas à doença. As previsões indicam um aumento de 54% nos casos entre pessoas com mais de 50 anos e de 32% entre aquelas com mais de 70 até 2050.

No Brasil, essa tendência de crescimento é igualmente preocupante. Segundo a reumatologista Vera Lucia Szejnfeld, integrante da Comissão de Doenças Osteometabólicas e Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), estima-se que aproximadamente 10 milhões de brasileiros convivam com a osteoporose, e esse número deve aumentar devido ao rápido envelhecimento da população.

Esse crescimento não pode ser atribuído apenas ao aumento da idade, mas também à melhoria nos diagnósticos. A maior conscientização sobre a doença e a educação contínua dos profissionais de saúde têm permitido a identificação de casos que antes passavam despercebidos. Além disso, fatores relacionados ao estilo de vida, como sedentarismo, falta de cálcio e vitamina D, e uma maior incidência de doenças crônicas, também desempenham um papel importante. “O relatório da IOF indica que, no Brasil, ocorrem cerca de 400 mil fraturas por fragilidade anualmente, e se não houver mudanças, esse número pode aumentar em até 60% até 2030. Portanto, a osteoporose e suas complicações já representam um grande desafio para a saúde pública, exigindo atenção redobrada em prevenção, diagnóstico e tratamento”, ressalta Szejnfeld.

Embora a osteoporose seja silenciosa nas fases iniciais, ela geralmente se manifesta apenas em estágios avançados, frequentemente após fraturas causadas por esforços mínimos — o que pode incluir desde quedas simples até movimentos cotidianos, como um espirro. No entanto, os cuidados devem ser iniciados muito antes, ainda na infância.

Durante os primeiros 30 anos de vida, o organismo está em sua fase mais dinâmica de formação óssea, acumulando minerais e estabelecendo o que se denomina “banco de ossos”, que servirá como reserva ao longo da vida adulta. Após esse período, inicia-se um declínio natural da massa óssea.

Nas mulheres, essa perda se intensifica significativamente após a menopausa, quando a redução dos hormônios femininos aumenta a atividade das células que reabsorvem os ossos (osteoclastos), enquanto as células que produzem novo tecido ósseo (osteoblastos) não conseguem acompanhar a velocidade do desgaste.

A genética também tem um papel fundamental: cerca de 80% do pico de massa óssea é herdado. Os outros 20%, no entanto, são diretamente influenciados pelo estilo de vida. “Ao longo da vida, é crucial realizar atividades físicas regulares, especialmente aquelas que envolvem força e impacto, como musculação e caminhada, além de se expor ao sol e manter uma dieta rica em cálcio e vitamina D conforme a idade”, orienta o ortopedista Sandro Reginaldo, coordenador da Ortopedia do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

Evitar fatores de risco é igualmente essencial, o que inclui não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e não utilizar com frequência medicamentos que aceleram a perda óssea, como corticoides, sem supervisão médica.

Além das medidas preventivas, a realização de exames é crucial para a identificação precoce da condição. A densitometria óssea e o FRAX, uma ferramenta que calcula o risco de fraturas por osteoporose, são fundamentais para orientar o tratamento, especialmente quando surgem sinais de alerta, como perda acelerada de estatura e alterações posturais.

“No que diz respeito ao tratamento, a escolha do medicamento deve considerar o histórico de fraturas, os resultados dos exames, comorbidades, risco cardiovascular e custos envolvidos”, destaca Reginaldo.

Pacientes com osteoporose sem fraturas ou que apresentam osteopenia (a fase inicial da perda óssea, que já aumenta o risco de lesões) geralmente são tratados com medicamentos que reduzem a reabsorção óssea e previnem fraturas futuras. No entanto, se já ocorrerem fraturas (as mais comuns são em punhos, vértebras e fêmur), o paciente é classificado como de alto risco.

Nesses casos, o tratamento inclui medicamentos anabólicos, que estimulam a formação de novo tecido ósseo. Esses medicamentos atuam como uma “fundação” para reforçar a estrutura do esqueleto antes de iniciar terapias voltadas para a manutenção da massa óssea. “No Brasil, estimativas recentes apontam para centenas de milhares de fraturas por fragilidade e uma elevada taxa de subtratamento, o que representa um grande risco e um aspecto que requer atenção urgente”, alerta o ortopedista Adriano Passaglia Esperidião, também do Einstein em Goiânia.

Fonte: Agência Einstein

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade