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Exagerou na refeição? Entenda como o corpo responde e descubra formas de recuperação

Mikhail Seleznev/Gettyimages

Durante as celebrações de fim de ano, é comum que as pessoas se deixem levar e exagerem na alimentação. Após um banquete, podem surgir desconfortos como inchaço abdominal, azia, sonolência fora de hora e até irritabilidade, especialmente em ocasiões festivas como Natal e Ano Novo, que costumam incluir pratos mais pesados, sobremesas açucaradas e bebidas alcoólicas.

De acordo com especialistas consultados pelo Metrópoles, a resposta do organismo ao excesso de comida ocorre em etapas. Inicialmente, há uma tentativa de queimar a energia extra consumida. Se essa energia não for utilizada, o corpo reduz seu metabolismo e armazena o que sobrou, resultando em cansaço e desconforto após a refeição.

Após uma refeição copiosa, o corpo inicia um processo de reorganização por meio de substâncias que regulam os níveis de açúcar no sangue. Essas substâncias sinalizam quando é o momento de interromper a ingestão de alimentos, e a primeira ação do organismo é utilizar parte da nova energia que entrou.

Nesse estágio, o corpo pode tentar dissipar o excesso de comida, o que pode fazer com que algumas pessoas sintam calor, transpirem mais e apresentem rubor facial. No entanto, essa estratégia é temporária; logo, o organismo desacelera e começa a acumular o que não foi utilizado, predominantemente na forma de gordura.

Além disso, o estômago cheio persiste por mais tempo e o intestino pode reagir com gases, inchaço e barulhos abdominais. A sonolência se torna evidente, acompanhada de um raciocínio mais lento e fadiga. Sintomas como azia, sensação de peso e alterações nos hábitos intestinais também podem ocorrer. Dependendo do tipo de alimentos consumidos, o intestino pode acelerar ou, em contrapartida, ficar mais lento.

Após um excesso alimentar, não é necessário adotar dietas drásticas ou pular refeições. O recomendado pelos profissionais de saúde é optar por porções menores, escolher alimentos mais leves e manter a hidratação ao longo do dia. Reduzir o consumo de doces, frituras e bebidas alcoólicas ajuda o corpo a se restabelecer mais rapidamente.

Realizar atividades físicas leves, como caminhadas, também contribui para uma melhor digestão. Uma boa noite de sono e a ingestão de chás, como hortelã ou gengibre, podem proporcionar alívio para o desconforto. Com esses cuidados, o organismo tende a retornar ao seu estado normal por conta própria.

Cada tipo de exagero alimentar pode resultar em diferentes mal-estares. Por exemplo, consumir grandes quantidades de açúcar ou carboidratos simples provoca um aumento rápido nos níveis de açúcar no sangue, seguido por uma queda que causa cansaço, sonolência e novas vontades de comer. Alimentos muito gordurosos, por sua vez, demandam mais tempo para digestão, aumentando a sensação de estômago pesado, queimação e empachamento. Já o álcool sobrecarrega o fígado, desidrata e pode levar à fraqueza, além de aumentar a vontade de ingerir mais alimentos.

Embora exagerar ocasionalmente na alimentação geralmente não cause grandes problemas, a preocupação surge quando isso se torna um hábito. Repetir excessos regularmente pode desregular a digestão, perturbar o controle do apetite e do açúcar no sangue e sobrecarregar órgãos essenciais como fígado, rins e coração. Esses efeitos se acumulam ao longo do tempo, muitas vezes sem manifestar sinais imediatos.

Algumas pessoas podem sentir os efeitos do exagero alimentar de maneira mais intensa, como é o caso de idosos, crianças, gestantes e indivíduos com condições de saúde preexistentes. Nesses grupos, o corpo tende a perder líquidos com mais facilidade e a recuperação pode ser mais lenta.

É fundamental buscar ajuda médica caso os sintomas persistam. Vômitos frequentes, diarreia intensa ou dores abdominais persistentes não devem ser ignorados.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade