De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão é uma condição que afeta mais de um bilhão de indivíduos globalmente. Essa condição surge quando o sangue circula nas artérias com uma pressão excessiva e constante. Se não for tratada, a hipertensão pode resultar em sérios problemas de saúde, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto e insuficiência renal.
Os fatores que contribuem para essa condição incluem tanto a genética quanto o estilo de vida, sendo a obesidade, uma alimentação desequilibrada, a falta de atividade física, o consumo excessivo de álcool e o estresse as principais causas que favorecem o surgimento da hipertensão.
Conforme especialistas consultados pelo Metrópoles, o tratamento da hipertensão pode envolver medicamentos que auxiliam no controle da pressão arterial, promovendo o relaxamento dos vasos sanguíneos e reduzindo o volume de líquidos nas artérias. Contudo, em casos menos severos, alterações no estilo de vida podem ser eficazes para o controle da pressão arterial ou podem ser combinadas com medicamentos.
Essas mudanças na rotina são essenciais para a redução da pressão arterial, e a alimentação desempenha um papel crucial. A inclusão de alimentos saudáveis, como frutas, vegetais, grãos integrais e laticínios com baixo teor de gordura, é altamente recomendada. Além disso, é aconselhável limitar o consumo de sódio e bebidas alcoólicas.
A prática regular de exercícios físicos é fundamental para o funcionamento saudável do corpo, pois ajuda a combater o sedentarismo e a controlar o peso. Evitar o tabagismo e gerenciar o estresse são também estratégias naturais importantes.
Embora a hipertensão seja mais comum em pessoas acima dos 50 anos, um estudo recente indicou um aumento alarmante de casos entre crianças e adolescentes, com cerca de 114 milhões de jovens afetados globalmente, conforme publicado na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health.
A hipertensão, também conhecida como pressão alta, compromete a saúde do coração, vasos sanguíneos, olhos, cérebro e pode afetar gravemente os rins, configurando-se quando a pressão arterial se mantém acima de 140 por 90 mmHg. Além da predisposição genética, fatores como consumo excessivo de álcool, tabagismo, ingestão elevada de sal, obesidade, colesterol alto, diabetes, idade avançada, estresse e sedentarismo também influenciam os níveis de pressão arterial.
Sintomas como tontura, visão embaçada, dores de cabeça ou no pescoço são frequentemente associados à hipertensão, surgindo geralmente quando a pressão aumenta de maneira rápida. Outros sinais comuns incluem zumbido nos ouvidos, visão dupla, dores na nuca e cabeça, sonolência, palpitações, náuseas e pequenas hemorragias oculares.
A hipertensão é responsável por sérias complicações de saúde, como AVC, insuficiência cardíaca e perda da visão. Ao suspeitar da condição, é fundamental medir a pressão arterial utilizando um dispositivo apropriado, seja em casa ou em estabelecimentos de saúde.
Apesar da gravidade do problema, a hipertensão pode ser gerenciada. A adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios, uma dieta equilibrada, a redução do estresse, a limitação do consumo de álcool, o controle do peso e do colesterol, e a evitação de substâncias que elevem a pressão arterial (como cafeína, antidepressivos e corticoides) são essenciais para o controle da doença.
Ao apresentar quaisquer sintomas, é crucial consultar um cardiologista. Por ser uma condição sem cura que pode levar a problemas cardiovasculares, um diagnóstico precoce é vital para prevenir complicações mais graves e irreversíveis.
Somente um especialista pode diagnosticar a hipertensão e indicar o tratamento adequado para aliviar os sintomas e as consequências da doença. Normalmente, a prescrição de medicamentos e o repouso são recomendados. No entanto, se a pressão arterial continuar acima do limite recomendado, ou seja, 140/90 mmHg após uma hora, é necessário buscar atendimento hospitalar para a administração de anti-hipertensivos intravenosos.
O aumento dos casos de hipertensão entre jovens está diretamente relacionado a estilos de vida inadequados, caracterizados por dietas ricas em alimentos ultraprocessados e baixa atividade física. Esse ciclo, iniciado na infância, resulta em uma maior probabilidade de jovens hipertensos se tornarem adultos com a condição.
O cardiologista Renault Ribeiro Júnior enfatiza que hábitos saudáveis devem ser ensinados desde cedo para evitar uma futura geração com hipertensão. “Devemos nos esforçar para ser exemplos para nossos filhos sobre como prevenir a hipertensão. Para garantir uma geração saudável, isso deve começar em casa”, recomenda o coordenador de cardiologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.
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