Com a chegada das férias e o recesso escolar, muitas famílias aproveitam para viajar e escapar da rotina do ano. Contudo, ao prepararem suas malas e roteiros, é comum esquecerem de um aspecto crucial: os riscos à saúde relacionados ao destino escolhido. Se não forem considerados, esses riscos podem não apenas prejudicar a viagem, mas também afetar o bem-estar dos viajantes.
Os especialistas ressaltam a importância de investigar as possíveis doenças que podem estar presentes no local, independentemente de ser um destino exótico ou não, já que vetores de doenças podem estar presentes em diversos lugares. Além disso, manter o calendário de vacinas em dia é uma medida essencial para garantir a proteção.
Pesquisas indicam que as principais causas de atendimento médico entre viajantes doentes incluem síndromes gastrointestinais, febres e problemas dermatológicos.
O infectologista Alberto Chebabo explica que as condições de saúde variam conforme a região do mundo que se visita: por exemplo, a febre, frequentemente associada à malária, é comum na África Subsaariana; enquanto a dengue e a febre amarela estão mais relacionadas a viajantes que retornam da Ásia ou América Latina. Portanto, é imprescindível estar vacinado para se proteger adequadamente.
Chebabo adverte que a negligência em relação às vacinas pode resultar em riscos desnecessários durante as férias, os quais podem ser facilmente evitados se a imunização for incluída no planejamento da viagem.
“A pandemia de Covid-19 nos ensinou uma lição marcante: os patógenos se disseminam rapidamente entre as pessoas. A Medicina de Viagem não deve ser vista como um luxo ou um privilégio de poucos; ela é parte essencial de uma abordagem responsável e abrangente da saúde, tanto individual quanto coletiva”, conclui Bon.
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