A coceira no ouvido é um incômodo que leva muitas pessoas a buscar assistência médica. Embora seja um sintoma relativamente frequente, ele pode causar confusão, pois suas origens variam desde questões simples, como ressecamento, até o início de um processo inflamatório.
Devido à sensibilidade da região auditiva, o ouvido tende a reagir rapidamente a alterações no ambiente ou a hábitos pessoais. Fatores como calor, umidade, o uso constante de fones de ouvido ou tentativas de limpeza com objetos podem resultar em irritações no canal auditivo.
Profissionais consultados pelo Metrópoles destacaram as principais razões para a coceira no ouvido. Confira:
A cera, que tem a função de proteger o ouvido, pode se tornar problemática quando produzida em excesso, causando sensação de abafamento e até redução da audição, o que por sua vez gera coceira. O oposto também é desconfortável: a escassez de cera provoca ressecamento e maior sensibilidade da pele. O uso de cotonetes agrava ambos os cenários, pois eles empurram o cerume para dentro e podem ferir a pele.
Além disso, alterações no ambiente auditivo, como o acúmulo de umidade após o banho, favorecem irritações e lesões que intensificam a coceira. Nesses casos, é comum que a pessoa tente limpar o canal auditivo ainda mais, o que acaba piorando a situação.
A otorrinolaringologista Tatiana Santos, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, alerta que quando a coceira persiste ou é acompanhada de sintomas diferentes do desconforto habitual, o ideal é buscar a orientação de um especialista.
O uso de fones de ouvido e abafadores também contribui para a coceira, pois dificultam a ventilação natural do canal auditivo. Com esses dispositivos, calor e umidade se acumulam, tornando a cera mais compacta.
Isso faz com que a região fique mais suscetível a irritações, e o contato direto dos aparelhos com a pele pode aumentar a sensibilidade, especialmente em quem os utiliza por longos períodos.
Condições como rinite e doenças dermatológicas, como dermatites, também podem impactar essa área. Nesses casos, a pele do canal auditivo tende a descamar, formar crostas e ficar mais seca, o que aumenta a coceira e propicia o surgimento de inflamações, já que pequenos arranhões tornam o ouvido mais vulnerável a germes.
Ademais, a coceira pode ser o primeiro indicativo de infecções. Na otite externa, o ouvido apresenta vermelhidão, dor ao toque e pode exibir secreção. Na otomicose, uma infecção fúngica, a coceira é intensa e pode vir acompanhada de secreção escura ou esbranquiçada, além da sensação de ouvido cheio.
Apesar de ser difícil resistir à coceira, usar objetos para tentar aliviá-la pode machucar a pele e aumentar o risco de inflamações. Cotonetes, grampos e tampas de caneta são particularmente problemáticos, pois além de causar ferimentos, empurram a cera para dentro e podem até provocar sangramentos leves.
Isso complica o diagnóstico e eleva o risco de infecções. Se a coceira não cessa ou surge acompanhada de dor, secreção, odor forte, inchaço ou sensação de ouvido tampado, é aconselhável consultar um otorrinolaringologista.
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