A aspiração de envelhecer de forma saudável e aproveitar a vida por um período prolongado é um desejo comum entre as pessoas. No entanto, as projeções para o futuro também acarretam preocupações relevantes sobre aparência, comportamento e estilo de vida, conforme aponta uma nova pesquisa.
Recentemente, foram divulgadas as principais inquietações que os brasileiros enfrentam ao envelhecer, em um estudo realizado pela empresa Vhita, especializada em suplementos e vitaminas para pessoas acima de 60 anos.
A investigação envolveu entrevistas com 500 adultos de diversas idades, onde os participantes foram questionados sobre o que consideram um envelhecimento saudável e seus medos relacionados ao passar do tempo. O estudo apresentou um índice de confiabilidade de 95% e uma margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
Além das ansiedades referentes à longevidade, o levantamento revelou que cinco em cada dez entrevistados têm adotado novos hábitos voltados ao autocuidado, visando uma terceira idade repleta de saúde, vitalidade e qualidade de vida. Uma leve maioria (58%) concordou que o envelhecimento é um processo natural e positivo.
A prática de atividades físicas que fortalecem os ossos e músculos é crucial para prevenir doenças e outros problemas de saúde. Exercitar-se pelo menos duas vezes na semana é uma das chaves para aumentar a expectativa de vida e envelhecer de forma satisfatória. Pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, descobriram que de 30 a 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana já são suficientes.
Os dados da pesquisa indicam que o risco de morte prematura entre indivíduos ativos é de 10% a 17% menor em comparação àqueles que levam uma vida sedentária. Exercícios que utilizam o peso do corpo, como musculação e esportes, são altamente recomendados, assim como práticas como Tai Chi e ioga, que ajudam a fortalecer ossos e músculos.
Manter-se ativo também contribui para melhorar sintomas da menopausa, facilitar a recuperação pós-operatória e prevenir fraturas, além de aumentar a energia, melhorar o humor e promover um sono de qualidade. Especialistas afirmam que pessoas que se exercitam pelo menos meia hora por semana apresentam uma redução significativa no risco de morte, doenças cardíacas e câncer, e que uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular está associada a uma menor probabilidade de desenvolver diabetes.
A massa muscular e óssea do corpo humano atinge seu auge antes dos 30 anos, e a partir dessa idade, inicia-se um declínio natural. Assim, aqueles que começam a se exercitar na juventude tendem a aumentar sua força óssea e muscular ao longo da vida. Já os indivíduos que se dedicam à atividade física após os 30 anos conseguem atenuar a perda natural, preservando sua força e qualidade de vida.
As limitações físicas e as dores emergiram como as principais inquietações, sendo apontadas por 71% dos entrevistados. Esse temor reflete o medo de perder a capacidade de realizar tarefas diárias e a preocupação com o desgaste físico ao longo do tempo.
A perda de memória e a diminuição da clareza mental preocupam 66% dos participantes, evidenciando o receio de ter a cognição comprometida e enfrentar dificuldades em manter a lucidez, o que impacta diretamente na qualidade de vida percebida.
A falta de autonomia se configura como o terceiro maior medo, com 58% das respostas. O temor de não conseguir tomar decisões por conta própria ou de depender de outras pessoas para realizar atividades básicas gera angústia em muitos.
O receio de se tornar um fardo para a família também se destaca como uma preocupação significativa, com 48% das menções. Essa apreensão reflete o desejo de manter a independência e não sobrecarregar os entes queridos.
Por fim, a dificuldade em manter hábitos saudáveis aparece em quinto lugar, com 35% das respostas. Essa inquietação demonstra uma consciência sobre a importância de um estilo de vida equilibrado para um envelhecimento exitoso, mas também revela um temor em relação à capacidade de manter tais hábitos.
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