O aumento do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens tem gerado preocupações entre as autoridades de saúde em relação aos riscos que esses dispositivos podem trazer. Conhecidos como vapes, esses aparelhos funcionam com uma bateria que aquece um líquido que contém nicotina e diversas substâncias químicas, produzindo um vapor que imita a fumaça do cigarro convencional, proporcionando ao usuário uma experiência similar ao ato de fumar.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adolescentes que utilizam cigarros eletrônicos apresentam uma maior probabilidade de se tornarem fumantes na vida adulta. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) também destaca que o uso de vapes aumenta em mais de quatro vezes a chance de um não fumante começar a fumar cigarros tradicionais.
“Esses dispositivos se disseminaram rapidamente e agora são comuns em festas, escolas, ambientes sociais e até mesmo em casa. Isso pode normalizar o hábito e aumentar o potencial viciante dos vapes”, alerta William Nassib William Jr., líder nacional de oncologia torácica da Oncoclínicas&Co.
Para contribuir com a conscientização sobre os perigos do uso de vapes para a saúde, o profissional esclarece alguns mitos e verdades sobre os cigarros eletrônicos. Confira:
1. O cigarro eletrônico é uma opção segura em comparação ao cigarro convencional?
MITO. Embora muitos acreditem que os vapes sejam menos prejudiciais, na verdade, eles contêm nicotina e uma variedade de substâncias tóxicas. “Os danos à saúde respiratória e cardiovascular são significativos e, em muitos casos, comparáveis aos causados pelo cigarro tradicional”, enfatiza o especialista.
2. O cigarro eletrônico é menos nocivo ao corpo do que o cigarro convencional?
MITO. Apesar de não haver combustão como no cigarro tradicional, os líquidos aquecidos liberam compostos tóxicos, incluindo metais pesados e formaldeído.
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