O ovo é um alimento muito apreciado na culinária brasileira, podendo ser preparado de diversas maneiras, como frito, mexido, cozido, em omeletes ou como ingrediente em bolos. Reconhecido por ser uma rica fonte de nutrientes, o ovo traz inúmeros benefícios à saúde. Mas será que é realmente saudável incluí-lo na dieta todos os dias?
Antigamente, existia a crença de que o consumo de ovos poderia elevar os níveis de colesterol. No entanto, estudos recentes indicam que, quando consumido em quantidades moderadas (entre um e três ovos por dia), não há aumento significativo do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. A única exceção se aplica àqueles que sofrem de hipercolesterolemia familiar ou têm alergia ao alimento.
Cada ovo contém cerca de 6 gramas de proteína e aproximadamente 70 calorias, tornando-se uma escolha popular para quem busca ganhar massa muscular. Contudo, os benefícios do ovo vão muito além da hipertrofia.
Esse alimento é rico em uma ampla gama de vitaminas e minerais essenciais para a saúde e o funcionamento adequado do organismo. A nutricionista Wellyda Oliveira, de Brasília, destaca: “O ovo possui uma combinação singular de nutrientes, quase como um multivitamínico. Além disso, é extremamente versátil, podendo ser incorporado em diversas receitas e refeições.”
Wellyda sugere que o consumo de pelo menos um ovo por dia é benéfico. No entanto, é importante considerar a quantidade total de ovos na dieta, sempre buscando um equilíbrio. Ela também alerta sobre a forma de preparo, que pode influenciar os benefícios do alimento. “É melhor evitar o excesso de gorduras, optando por ovos cozidos ou fritos em panelas antiaderentes que utilizem pouco óleo”, recomenda.
Na busca pela hipertrofia, alguns indivíduos acabam aumentando a quantidade de ovos na dieta, chegando a consumir grandes números diariamente. O nutrólogo Gustavo de Oliveira Lima, especialista em emagrecimento saudável e longevidade, alerta que o excesso pode levar a problemas como intolerâncias alimentares, sobrecarga no sistema digestivo, desequilíbrios nutricionais e uma alimentação monótona.
“Independentemente da quantidade consumida, a orientação de um profissional é crucial para assegurar que sua dieta atenda às suas necessidades e objetivos específicos”, conclui o médico.
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