O Mounjaro, conhecido como tirzepatida, é um fármaco destinado ao tratamento da diabetes tipo 2 em adultos. Ele ajuda a regular os níveis de glicose e a controlar o apetite, o que pode resultar na redução de peso. Devido a essas propriedades, o Mounjaro tem sido amplamente utilizado como uma solução para emagrecimento, muitas vezes sem a supervisão de um profissional de saúde, o que pode aumentar o risco de efeitos indesejados, como mudanças na pele e nos cabelos.
Um dos efeitos colaterais mais frequentes é a perda rápida de gordura facial, que ocorre em decorrência da rápida perda de peso. Isso pode deixar a pele com um aspecto mais cansado e envelhecido, uma condição conhecida como “rosto de Ozempic”. De acordo com Pedro Ferreira, especialista em emagrecimento e fundador do Instituto Primore, uma clínica de referência em saúde integrativa no Rio de Janeiro, esse efeito é mais pronunciado em pacientes mais velhos ou em aqueles que perderam mais de 10% do peso corporal e possuem uma menor massa muscular.
“Esse fenômeno tende a ser menos impactante em comparação ao uso da semaglutida (Ozempic ou Wegovy), pois o Mounjaro contém GIP, que favorece a eliminação da gordura visceral, a qual é mais prejudicial à saúde metabólica”, esclarece Pedro.
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