O Ministério da Saúde anunciou a expansão do uso do medicamento donepezila para pacientes que apresentam a forma grave da doença de Alzheimer, através do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (15/5) e deve beneficiar cerca de 10 mil pessoas no primeiro ano.
Anteriormente, o acesso ao medicamento na rede pública estava restrito a pacientes com estágios leves ou moderados da enfermidade. A donepezila é fundamental para ajudar a manter as funções cognitivas e a capacidade funcional dos pacientes.
Em comunicado, a pasta informou que, a partir de agora, os pacientes com Alzheimer em estado grave poderão utilizar a donepezila, podendo ser associada ou não à memantina, que já estava disponível no SUS.
A doença de Alzheimer é uma condição degenerativa resultante da morte de células cerebrais e pode se manifestar anos antes do surgimento dos primeiros sinais clínicos. Dado que a progressão da doença tende a se intensificar com o tempo, o diagnóstico precoce se torna essencial para retardar sua evolução. Assim, ao notar quaisquer sintomas, é crucial buscar a orientação de um especialista.
Embora os sintomas sejam mais frequentes em indivíduos acima dos 70 anos, a manifestação precoce da doença pode ocorrer em pessoas na casa dos 30. Nesses casos, a condição é referida como Alzheimer precoce.
Nos estágios iniciais, os sinais incluem lapsos de memória, como esquecer onde colocou as chaves, o que comeu no café da manhã, ou até mesmo o nome de alguém. A desorientação, dificuldade em lembrar o próprio endereço ou o caminho para casa, e problemas para tomar decisões simples, como o que comer, também são indicativos da doença.
Outros sintomas comuns incluem a perda de interesse em atividades diárias, mudanças de comportamento (como aumento da irritabilidade ou agressividade) e a repetição de ações ou perguntas.
Uma pesquisa da Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF) indica que fatores como a presença de proteínas danificadas (Amiloide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falhas na energia neural e predisposição genética (APOE) podem estar associados ao desenvolvimento da doença.
O tratamento para Alzheimer envolve o uso de medicamentos que visam aliviar os sintomas, além de fisioterapia e estímulos cognitivos. Embora não exista cura, o cuidado deve ser contínuo ao longo da vida do paciente.
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