Um influenciador dos Estados Unidos decidiu desafiar as normas e seguir um caminho oposto ao que muitos adotam em suas rotinas de musculação. Ao invés de buscar um corpo harmônico, conhecido como “The Crooked Man” (O Homem Assimétrico), ele optou por treinar exclusivamente um lado do trapézio, o que justifica seu nome nas redes sociais. Alguns de seus vídeos se tornaram virais, acumulando mais de 35 milhões de visualizações e mais de 500 mil curtidas em uma de suas postagens.
Esse influencer chamou sua abordagem peculiar de “LooksMinimizing”, em contraste com a tendência do “LooksMaxxing”, que promove a busca por um corpo idealizado. Ele argumenta que seu método de treinar apenas um lado do trapézio visa desafiar a obsessão da internet por padrões de beleza e perfeição.
Entretanto, especialistas consultados pelo Metrópoles alertam que essa prática, além de curiosa, é arriscada e pode resultar em uma série de complicações, como desequilíbrios musculares, problemas posturais, aumento do risco de lesões e até distúrbios emocionais e do sono. O educador físico Augusto Olivieri, de Brasília, destaca que “a tensão, dor e estresse que esse jovem deve estar enfrentando no pescoço podem causar uma ansiedade significativa, prejudicando seu sono e influenciando outros a adotarem um treinamento prejudicial à saúde”.
A assimetria se torna evidente quando o jovem usa uma camiseta, mostrando que seu trapézio esquerdo é consideravelmente maior que o direito. Ao focar apenas em um lado do trapézio, o corpo acaba compensando a falta de força ou estabilidade, o que pode resultar em movimentos inadequados e sobrecarga em outras áreas, aumentando o risco de lesões.
Olivieri observa que “o que esse jovem está fazendo desconsidera todo o conhecimento construído por profissionais de educação física, fisioterapeutas e especialistas em saúde”. Um treinamento simétrico é crucial para fortalecer ambos os lados do corpo de maneira equilibrada, melhorar a postura e minimizar o risco de lesões. Além disso, isso contribui para um melhor desempenho nas atividades diárias e bem-estar geral. A orientação de profissionais qualificados é essencial para a prática de atividades físicas seguras.
“Não vejo qualquer benefício fisiológico ou estético nessa prática. É fundamental evidenciar os malefícios associados a essa atividade, que podem comprometer a saúde e incentivar outros a seguirem caminhos extremos em busca de popularidade”, alerta Daniel Santos, educador físico da Academia D’stak, também em Brasília.
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