Após 78 anos de presença nas mesas do Brasil, um copo de 190 mililitros continua a ser uma presença marcante nas conversas, nos balcões e nas cozinhas de Belo Horizonte. O famoso Copo Lagoinha — nome dado pelos mineiros a um modelo americano criado em 1947 — se tornou um dos maiores símbolos da capital mineira.
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O percurso do “americano” ao “lagoinha”
Com seu formato compacto, robusto e fácil de empilhar, o copo rapidamente conquistou o paladar popular. No entanto, foi nas animadas esquinas do bairro Lagoinha que o copo adquiriu uma identidade singular. A origem do apelido remonta a um armazém local, que foi o único fornecedor do modelo na cidade durante a década de 1950. Joaquim Vaz de Mello, carinhosamente conhecido como Quim Quim, foi o responsável por popularizar o copo na capital. Seu armazém, localizado na esquina da Rua Itapecerica com a Avenida do Contorno, se tornou um ponto de referência para os moradores da área.
Um emblema da rotina
Com o passar dos anos, o Copo Lagoinha se espalhou pelos botecos, transcendeu sua função como mero utensílio de vidro e passou a simbolizar a conexão entre gerações, acompanhando desde o café da manhã até o suco do almoço e a cerveja ao final do expediente. Em uma cidade famosa por sua cultura de bares, o copo virou um símbolo de pertencimento. Além disso, seu design simples e prático rompeu fronteiras, sendo reconhecido pelo Museu de Arte Moderna de Nova York como um exemplo de criação brasileira com apelo universal. Hoje, o modelo original deu origem a diversas versões em tamanhos e formatos — de mini copos para doses a jarras de um litro.