O Mercado Central de Belo Horizonte, famoso por seus queijos, artesanatos e especiarias que atraem tanto turistas quanto moradores locais, não sempre esteve no mesmo lugar. Inaugurado em 1900 sob o nome de Mercado Municipal, o primeiro espaço de abastecimento da cidade funcionava na Avenida Afonso Pena, onde hoje se encontra a rodoviária da capital mineira.
Construído com ferro belga, o mercado original estava situado na interseção da avenida com a Rua Guaicurus e reunia vendedores de frutas, verduras, carnes e outros produtos. A escolha dessa localização estava alinhada com o projeto urbanístico da nova capital, que visava ser moderna e eficiente.
Em 1929, o antigo edifício foi demolido e, no mesmo ano, o mercado foi transferido para o antigo campo de futebol do América, localizado entre as ruas Curitiba e Santa Catarina, além da Avenida Augusto de Lima. É nesse novo endereço que o Mercado Central permanece até os dias atuais. Essa mudança representou um avanço significativo para o comércio popular na cidade, e o novo espaço rapidamente se tornou um marco cultural e econômico.
Desde então, o mercado passou por várias reformas, mas continua a ser um importante reflexo da identidade gastronômica e artesanal de Minas Gerais.
Após a demolição do antigo mercado, em 1955, o local foi ocupado pela Feira Permanente de Amostras, que tinha como objetivo exibir produtos mineiros e estimular negócios. Com o passar do tempo, a região começou a receber um número crescente de passageiros, funcionando informalmente como um ponto de embarque e desembarque. Em 1941, a área foi oficialmente estabelecida como terminal rodoviário da cidade. O edifício da feira foi demolido em 1965 para dar lugar a uma nova construção, e a rodoviária de Belo Horizonte foi inaugurada em 1971, permanecendo até hoje como um dos principais pontos de entrada e saída da capital.