Desde 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha, localizado em Belo Horizonte, abriga uma coleção de esculturas que prestam homenagem a quatro figuras fundamentais na formação deste patrimônio: o ex-presidente Juscelino Kubitschek, o arquiteto Oscar Niemeyer, o artista Cândido Portinari e o paisagista Roberto Burle Marx.
As estátuas estão estrategicamente posicionadas na orla da Lagoa da Pampulha, em frente à Casa Kubitschek, e foram instaladas no mesmo ano em que o conjunto recebeu o título de Patrimônio Mundial pela Unesco. O Museu de Arte da Pampulha, que também faz parte desse complexo, é um ícone da arte moderna.
Além das esculturas expostas na orla, o Conjunto Moderno da Pampulha conta com outras obras localizadas no Jardim do Museu de Arte da Pampulha (MAP), que antes funcionava como Cassino. As criações são de renomados artistas, como August Zamoyski, Alfredo Ceschiatti e José Pedrosa. Projetado por Niemeyer e inaugurado em 1943, o museu foi uma das primeiras obras do arquiteto e marcou o início de sua colaboração com Burle Marx e Portinari. O jardim, assinado por Burle Marx, harmoniza as esculturas com a natureza, criando caminhos que incentivam a interação dos visitantes com a arte.
A paisagem cultural da Pampulha é composta por quatro edificações principais: a Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube, dispostas ao redor da lagoa. A Igreja de São Francisco de Assis, um dos principais cartões-postais do conjunto, abriga os célebres painéis de azulejos de Portinari, que retratam momentos marcantes da vida de São Francisco. Os jardins projetados por Burle Marx estabelecem uma ligação entre os edifícios, as esculturas e os elementos naturais, enriquecendo ainda mais a experiência do local.