A Lagoa da Pampulha se destaca como um dos principais símbolos de Belo Horizonte. Apesar de sua beleza cênica, existem preocupações persistentes sobre a qualidade da água. Afinal, é seguro nadar ali?
Apesar de algumas melhorias, a Lagoa da Pampulha ainda é considerada imprópria para banho. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a água apresenta níveis de poluição que impedem atividades como natação, pesca e qualquer contato direto.
Atualmente, a lagoa é classificada como nível 3, o que, em teoria, permitiria apenas atividades de navegação e esportes náuticos de baixo contato, como a vela. No entanto, a legislação municipal proíbe qualquer atividade aquática devido aos riscos à saúde pública, uma vez que o contato com a água pode causar infecções por vírus, bactérias e fungos. A prefeitura também destaca que mantém um programa diário de limpeza, voltado para a recuperação ambiental e o uso contemplativo do espaço, sem priorizar a recreação aquática.
E quanto já foi investido nessa limpeza?
Desde 2015, a PBH mantém um contrato com o Consórcio Pampulha Viva para a limpeza e manutenção da lagoa. Esse contrato foi recentemente renovado sem licitação, com um custo anual de R$ 22,5 milhões, válido até 28 de fevereiro de 2026. O consórcio é responsável pela remoção de resíduos, monitoramento da qualidade da água e apoio à manutenção ambiental da área.
Apenas com a coleta de lixo, a prefeitura estima um gasto de R$ 1,5 milhão anualmente, uma necessidade que cresce, especialmente durante a temporada de chuvas, quando até 20 toneladas de resíduos podem ser despejadas na lagoa diariamente.
Nos últimos 20 anos, a PBH, em parceria com outros órgãos públicos e a Copasa, já investiu mais de R$ 1,4 bilhão em despoluição e manutenção da Lagoa da Pampulha. Desse montante, R$ 615 milhões foram aplicados pela Copasa exclusivamente na bacia hidrográfica desde 2002.
Adicionalmente, um novo acordo entre a PBH, o município de Contagem e a Copasa prevê um investimento de R$ 146,5 milhões em um plano de despoluição mais abrangente, visando impedir o lançamento de esgoto na bacia e melhorar a qualidade da água de forma sustentável a longo prazo.