O cantor The Weeknd realizou um show eletrizante no domingo (26/4) na Cidade Maravilhosa. O público pôde sentir novamente o carinho do artista que retornou ao Brasil três anos após a última passagem pelo país. No entanto, apesar da superprodução, faltou cuidado e adaptação dos efeitos especiais para o clima do Rio de Janeiro.
O show contou com uma performance dançante, que tirou o público do chão ao som dos maiores hits da carreira de The Weeknd, assim como as faixas que integram a trilogia de álbuns: “After Hours” (2020), “Dawn FM” (2022) e “Hurry Up Tomorrow” (2025).
O cantor acerta em trazer toda a estrutura do palco, passarela e cenografia para as apresentações no Brasil, além de dar um show à parte com os efeitos especiais. No entanto, peca em não adequar a pirotecnia para o clima do Rio de Janeiro.
No dia do show, a cidade bateu 35ºC de máxima e se manteve com sensação térmica de 32ºC ainda durante a noite. Juntando o calor natural e a aglomeração dos fãs que lutaram por lugar a grade, é o combo certo para ver pessoas passando mal e precisando de atendimento médico. O ambulatório, inclusive, já estava com alta demanda antes mesmo de The Weeknd subir ao palco.
Durante as performances, um dos efeitos usados pelo artista é o lançador de chamas, que deixa o ambiente ainda mais quente, e foi acionado diversas vezes durante a apresentação. Aqui, vale questionar se a utilização deste efeito é essencial para o show e se não pode ser substituída por outra opção para poupar o público e respeitar o bem-estar de quem ficou mais próximo do palco.
Apesar do calor que gerou incômodo, a apresentação reforça mais uma vez o alcance do cantor e a sua consolidação como um dos maiores showman da atualidade. Além, claro, de mostrar o carinho que ele parece ter com o público brasileiro com momentos especiais e emocionantes para a plateia.
Crítica: The Weeknd faz show eletrizante no Rio, mas ignora clima da cidade com pirotecnia
(Crédito: Webert Belicio – AgNews)