Na manhã desta terça-feira, 13 de outubro, operários realizaram a retirada das grades de proteção da passarela localizada no lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A ação foi uma medida preventiva, motivada pelo aumento expressivo do volume de água na região, que atingiu a marca de 10 milhões de litros por segundo nesta terça-feira, número que representa um aumento considerável em relação ao fluxo habitual de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo. A passarela, que atravessa a correnteza e é aberta ao público, está interditada desde o último domingo, 11 de outubro, devido às condições de segurança.
A elevação do volume de água no Rio Iguaçu é consequência da cheia provocada pelas intensas chuvas na região, que elevam a vazão do rio e aumentam o risco de danos à estrutura. Como a previsão indica que a vazão deve subir ainda mais nas próximas horas, a equipe responsável pelo monitoramento acionou o protocolo de segurança, incluindo a remoção das grades de proteção. Essa ação visa diminuir a resistência sobre a estrutura, que pode estar sujeita ao acúmulo de materiais e objetos trazidos pela enxurrada, além de evitar possíveis acidentes com visitantes.
A reabertura da passarela depende da avaliação das condições do rio, que devem permanecer seguras para o trânsito de pessoas. A previsão do tempo também é um fator determinante para essa decisão, uma vez que o aumento da vazão está diretamente ligado às chuvas na região. Enquanto isso, as demais atrações do Parque Nacional do Iguaçu, como a Trilha das Cataratas e os mirantes, permanecem abertas ao público, assim como a visitação ao parque, que continua funcionando normalmente.
Apesar do volume elevado de água, a vazão registrada nesta terça-feira não representa um recorde histórico. Segundo informações fornecidas pela empresa responsável pela administração do local, em 2014, a vazão atingiu 46,3 milhões de litros por segundo, um valor significativamente maior do que o registrado nesta semana. Em 2023, a vazão máxima registrada foi de 24,2 milhões de litros por segundo, o que demonstra que o volume atual, embora elevado, ainda não ultrapassa os limites históricos da região.
A situação reforça a importância do monitoramento constante das condições do rio e das estruturas de visitação, diante do risco de cheias e das variações climáticas que podem impactar a segurança dos visitantes e a integridade das instalações. A expectativa é de que, com a redução do volume de água, a passarela seja reaberta assim que as condições de segurança forem restabelecidas, garantindo a continuidade das visitas às Cataratas do Iguaçu, um dos principais pontos turísticos do Brasil.