Para o fundador do Parceiros da Educação e da Proz Educação, Jair Ribeiro, a inteligência artificial tende a transformar profundamente o mercado de trabalho, mas a tecnologia também pode reduzir diferenças de desempenho entre profissionais.
Ao tratar dos impactos acumulados da defasagem educacional, Ribeiro afirmou que o País precisa investir na recomposição da aprendizagem de milhões de estudantes. Na avaliação de Ribeiro, já existem iniciativas testadas e com resultados conhecidos que poderiam ser ampliadas. “Há muitos projetos já testados que o governo federal deveria induzir e apoiar do ponto de vista financeiro”, declarou.
O fundador do Parceiros da Educação e da Proz Educação defendeu também a ampliação das escolas de tempo integral e questionou a efetividade do programa Pé-de-Meia. “Não tem evidência de que o Pé-de-Meia tenha resultados”, afirmou. Na avaliação dele, os recursos poderiam ser reavaliados e direcionados para a expansão do ensino em tempo integral.
Ribeiro cobrou ainda uma revisão das prioridades educacionais e maior atuação do Ministério da Educação. Na avaliação dele, os alunos deixam a escola sem o nível adequado de aprendizado, especialmente em matemática. “Hoje nossa Base Nacional Comum cobre tudo e não tem profundidade”, disse. O especialista afirmou que o governo federal deveria liderar um processo de priorização curricular, movimento que, segundo ele, alguns Estados já começaram a implementar.
‘IA pode servir como nivelador de profissionais’, diz fundador do Parceiros da Educação
Foto:Tiago Queiroz/Estadão