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Copa do Mundo: torcedores da Costa do Marfim são vetados por restrições de visto dos EUA

O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim declarou nesta quinta-feira (11) que sua seleção não poderá contar com a presença de seus torcedores na Copa do Mundo, uma vez que não conseguiram obter vistos para entrar nos Estados Unidos.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsAppÀs vésperas da Copa, política de imigração dos EUA provoca incerteza e temor entre torcedores e profissionais do mundo todo
Em comunicado, Julien Kouadio Adonis, presidente do Comitê Nacional de Torcedores dos Elefantes (CNSE, na sigla em francês), organismo que atua sob a tutela do Ministério do Esporte, criticou as políticas de imigração norte-americanas:
“Os torcedores desistiram de viajar porque os Estados Unidos não querem ver torcedores de certos países como a Costa do Marfim em seu território. Os Estados Unidos foram claros conosco ao dizer que não queriam ver nossos torcedores”.
Dois dias antes, a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) afirmou que sua cota de ingressos para a Copa do Mundo foi retirada pelos EUA.
A rígida política migratória do presidente americano Donald Trump dificulta a entrada nos EUA a partir de determinados países e afetou até mesmo delegações e profissionais da Fifa, como um árbitro da Somália que não teve sua entrada no país permitida no último fim de semana.
Apenas alguns integrantes do CNSE receberam autorização para ir aos Estados Unidos.
Além do país africano, mais três seleções sofrem com as restrições do governo Trump com seus cidadãos: Irã – que está em guerra com o país – Haiti e Senegal.
Nesta quarta-feira (10), a ONU pediu que os EUA revejam sua política de imigração durante a Copa do Mundo.
Pouco depois, ao assinar uma ordem que aumenta o financiamento para a fiscalização de imigrantes em US$ 70 bilhões, Trump rebateu as críticas sobre os efeitos de suas duras políticas de imigração e afirmou:
“Estamos trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem”.
Nesta quinta-feira, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, ao ser questionado sobre a questão, afirmou:
“Apresentamos o caso à FIFA e explicamos os motivos da recusa a todos os solicitantes.”

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade