Às vésperas do início da Copa do Mundo, os Estados Unidos apertaram o cerco e alertaram que influenciadores digitais podem ser deportados do país.
Isso porque os EUA anunciaram uma fiscalização mais rígida em relação a criadores de conteúdo estrangeiros que ingressam no país com visto de turista no intuito de produzir materiais voltados à monetização.
Segundo nota emitida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, a criação de conteúdo com enfoque na geração de receita a partir de fontes americanas durante a estadia no país configura violação nos termos.
O visto de turista para os Estados Unidos, chamado B-2, permite a entrada no país da América do Norte para lazer, tratamento médico e visitas familiares. Por outro lado, proíbe o recebimento de valores oriundos de trabalhos realizados no país e o exercício de atividades laborais – além da estadia superior ao período autorizado – sob pena de deportação, cancelamento do visto e possíveis restrições futuras.
Segundo uma fonte ouvida pelo periódico El País, o governo Trump planeja intensificar inspeções em aeroportos e fronteiras. O objetivo da medida, segundo o jornal, é “proteger empregos americanos”.
As diretrizes de imigração para os Estados Unidos apontam como alternativa legal o uso do visto O-1. Este documento é voltado para indivíduos com “habilidades extraordinárias em áreas como artes, negócios ou esportes”.
Desta forma, é permitida a realização de atividades remuneradas nos EUA, como publicidade e produção comercial de conteúdo.
Os Estados Unidos são uma das três sedes da Copa do Mundo, ao lado de México e Canadá. Ao todo, 78 das 104 partidas do Mundial serão realizadas na “Terra do Tio Sam”, dentre elas, a grande decisão do torneio, marcada para o dia 19 de julho.