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Ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, é acusado de receber R$ 4 milhões em propinas pela Polícia Federal

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em uma nova fase da Operação Sem Desconto, o Supremo Tribunal Federal (STF) revelou que Alessandro Stefanutto, que ocupava a presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), teria recebido aproximadamente R$ 4 milhões de uma organização criminosa responsável por aplicar descontos irregulares em aposentadorias e pensões. As investigações indicam que esses pagamentos ocorreram entre abril de 2024 e janeiro de 2025, com a condução da apuração pela Polícia Federal e supervisão do ministro André Mendonça.

O relatório aponta que os repasses provinham de contas ligadas à advogada Cecília Rodrigues Mota, considerada uma das lideranças do esquema. Os valores teriam sido transferidos a Stefanutto por meio de um intermediário, o escritório do advogado Eric Douglas Martins Fidélis, que é filho de André Paulo Félix Fidélis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS, também mencionado nas investigações por receber quantias ilegais.

A investigação aponta que foi André Fidélis quem formalizou os acordos que possibilitaram a atuação das associações implicadas nas fraudes. As evidências sugerem que a operação tinha a participação ativa de altos funcionários do INSS.

Além disso, mensagens recuperadas do celular de Cecília Mota revelam que Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, na época procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, estaria envolvido em facilitar o desbloqueio em larga escala de benefícios.

O documento do STF também menciona a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que é um dos alvos da operação. A investigação sugere que ela mantinha comunicação direta com Stefanutto, buscando agilizar a ativação de entidades associativas e a implementação dos descontos nos benefícios.

Em uma nota emitida por sua assessoria, a deputada defendeu-se, afirmando que “não cometeu nenhuma irregularidade e que as informações divulgadas não representam a realidade dos acontecimentos”. Ela ressaltou que sua trajetória pública, que se estende por mais de 40 anos, sempre foi guiada pela integridade. A parlamentar comunicou que sua defesa está analisando o conteúdo da decisão e reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência.

O advogado Waldir Xavier, representante da deputada, também se manifestará em momento oportuno, após uma análise detalhada do caso. A fraude revelada envolvia a criação de associações sem autorização, resultando em descontos automáticos nos contracheques de aposentados, em sua maioria, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

O grupo, liderado por Natjo de Lima Pinheiro e Cecília Rodrigues Mota, é suspeito de movimentar quantias que podem alcançar centenas de milhões de reais. (Com informações do portal Metrópoles)

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade