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Brasil alcança a menor taxa de mortalidade infantil em mais de três décadas

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em 2024, o Brasil celebrou a marca de sua menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos. Em 1990, a cada mil nascimentos, 25 crianças faleciam antes de completar 28 dias. Esse número diminuiu significativamente, passando para sete óbitos para cada mil nascidos vivos em 2024. A mesma tendência se observa no grupo de crianças de 1 a 59 meses, onde a taxa de mortalidade caiu de 38 para 7 por mil, comparando 1990 a 2024.

Esses dados foram revelados no relatório Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil, elaborado pelo Grupo Interagencial das Nações Unidas para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), divulgado na terça-feira (17). Apesar da queda, os números indicam uma desaceleração no progresso na redução dessas mortes nos últimos anos. Entre 2000 e 2009, a taxa de mortalidade infantil até cinco anos diminuía em média 6,33% por ano, enquanto de 2010 a 2024, essa redução caiu para 1,92% anuais.

Uma tendência semelhante de desaceleração foi identificada na América Latina, onde a redução passou de 4,48% para 2,79%, e globalmente, de 4,12% para 2,16%. Catherine Russell, diretora executiva do Unicef, expressou preocupação: “Nenhuma criança deveria morrer de doenças preveníveis. No entanto, observamos sinais alarmantes de que esse progresso está estagnando, especialmente em um momento de cortes orçamentários significativos no âmbito global”.

De acordo com Cristiano Boccolini, co-coordenador do Observatório de Saúde na Infância da Fiocruz, a redução na taxa de mortalidade infantil está intimamente ligada à recuperação de políticas públicas cruciais, como o aumento da vacinação e o fortalecimento da atenção básica à saúde. A desaceleração, por sua vez, pode ser atribuída a uma “saturação” do modelo atual.

“O Brasil já avançou consideravelmente com estratégias como a ampliação da atenção básica e a expansão dos serviços de emergência, mesmo em áreas remotas. Contudo, para continuar a reduzir as mortes, é imperativo investir mais na qualidade do pré-natal e aumentar o número de profissionais de saúde”, afirma.

Atualmente, cerca de dois terços da população brasileira depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), o que gera pressão sobre o sistema e ressalta a necessidade de ampliar e qualificar os serviços. Boccolini destaca que as desigualdades regionais ainda representam um grande desafio.

“Apesar dos avanços na redução das disparidades, as regiões Norte e Nordeste ainda enfrentam indicadores alarmantes, com dificuldades no acesso aos serviços de saúde e menor cobertura da atenção primária”, explica. Fatores estruturais, como a pobreza, a insegurança alimentar e as dificuldades de transporte — especialmente na Amazônia — continuam a impactar os índices de mortalidade infantil. “Algumas comunidades precisam viajar horas ou até dias para receber atendimento, o que reflete diretamente nas taxas de mortalidade infantil”, acrescenta.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o resultado como “uma vitória do SUS, um verdadeiro Oscar para a saúde brasileira”. Ele enfatiza que é necessário um novo impulso no enfrentamento da mortalidade infantil, especialmente em casos mais complexos e em regiões vulneráveis. “Quando a mortalidade infantil atinge níveis de um dígito, começamos a lidar com causas mais complicadas, como doenças congênitas e complicações nos primeiros dias de vida”, observa.

Padilha destaca que é fundamental fortalecer a assistência ao pré-natal e ao parto, pontos que também foram mencionados por Boccolini como essenciais. Entre as ações, o ministro informou que sua pasta tem investido na melhoria das maternidades de maior risco, com a ampliação de leitos de UTI neonatal e na qualificação do atendimento a gestantes e recém-nascidos. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade