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Banco Central critica falta de comprometimento de Ibaneis no apoio ao BRB e considera ‘todas as alternativas’ para a instituição

Foto:Renato Alves/Agência Brasília

A recente entrevista de Nelson Antônio de Souza, presidente do Banco de Brasília (BRB), ao Estadão, não foi bem recebida no Banco Central. Fontes dentro da instituição indicam que houve a percepção de que o BRB tentou estabelecer um fato consumado ao afirmar que já estão em curso negociações para adiar a implementação de seu plano de socorro, sem enfrentar sanções do regulador, que é o próprio Banco Central.

No BC, a opinião é de que a resolução 4019 sozinha não é suficiente para resolver a crise patrimonial do BRB. Essa norma, na verdade, pode limitar o crescimento do banco ou até forçá-lo a encolher. Como o BRB precisará revelar um déficit em seus balanços devido às perdas relacionadas ao Master, será imprescindível que o acionista controlador, que é o governo do Distrito Federal, faça um aporte.

Entretanto, segundo a análise do Banco Central, o governador Ibaneis Rocha não teria demonstrado a determinação necessária para viabilizar esse aporte, em grande parte devido ao período eleitoral deste ano. A oposição a Ibaneis no DF tem explorado essa situação, conseguindo uma liminar para bloquear uma proposta de capitalização que envolvia a criação de um fundo imobiliário com ativos do GDF. Desde o início, a proposta do fundo foi vista como uma solução complexa que demandaria mais tempo do que o BRB realmente possui.

Crises bancárias exigem respostas rápidas e não podem esperar os ritmos da política. Por isso, o Banco Central estabeleceu um prazo até 31 de março para que o BRB apresente uma solução para os seus problemas, que coincide com a divulgação de seu balanço.

Em entrevista ao Estadão, Nelson Antônio de Souza destacou que o empréstimo do GDF para a injeção de recursos se tornará a prioridade número um do plano daqui para frente.

De qualquer forma, BRB e governo do DF precisarão agir rapidamente. Como regulador do sistema financeiro, o Banco Central não parece disposto a conceder prazos adicionais sem garantias de que serão respeitados.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade