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Caminhoneiros desmentem greve nacional devido ao aumento do diesel; ANTB organiza protesto

•Banco de imagens/Pexels/Engin Akyurt

Representantes dos caminhoneiros autônomos negam a possibilidade de uma greve em nível nacional em resposta ao aumento dos preços do diesel, que afeta os custos da categoria. A discussão sobre a paralisação surgiu em grupos de caminhoneiros após a significativa elevação do preço do óleo diesel, causada pela alta do petróleo em decorrência do conflito no Oriente Médio.

Entretanto, a maioria dos caminhoneiros se opõe à ideia de uma greve, temendo as implicações econômicas e os danos que isso poderia causar à população, conforme informações levantadas pelo Broadcast Agro.

Um grupo de caminhoneiros, no entanto, planeja uma paralisação por 24 horas na área do porto de Salvador a partir desta madrugada, com o apoio da ANTB (Associação Nacional do Transporte Autônomo do Brasil). Organizações que representam transportadores autônomos declaram que não apoiam a adesão formal da categoria à mobilização.

Consultadas, a Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), o CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), a Conftac (Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas), a Fetrabens-SP (Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de São Paulo) e o Sindicam-Santos (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira) também negaram qualquer indicativo de greve nesse momento.

A ANTB informou que a paralisação em Salvador está programada para durar 24 horas, mas pode se estender por tempo indeterminado se suas reivindicações não forem atendidas. O protesto está relacionado a uma nova regra de triagem de cargas no porto, que obriga os motoristas a transportarem mercadorias do contêiner até o setor de triagem, aumentando o trajeto em 10 a 15 quilômetros e fazendo-os esperar até que possam descarregar. Caminhoneiros da região se opõem à construção do terminal de triagem, alegando que isso dobrará o tempo de espera no porto.

José Roberto Stringasci, presidente da ANTB, divulgou um vídeo nas redes sociais convocando os transportadores a participarem da paralisação em Salvador e alertando que as operações de carga e descarga no porto serão afetadas. “Os caminhoneiros não suportam mais essa situação. Essa é a única alternativa que temos”, afirmou.

Em entrevista, Stringasci mencionou que as reivindicações também incluem a análise da constitucionalidade da lei do piso mínimo do frete rodoviário pelo Supremo Tribunal Federal, garantindo segurança nas fiscalizações da ANTT, além de mudanças na política de preços dos combustíveis da Petrobras e a isenção de pedágios para caminhões com eixo erguido quando não transportam carga. “A categoria quer saber qual será a posição do governo diante dos preços exorbitantes do combustível, com o diesel já ultrapassando R$ 8 por litro na região”, acrescentou.

Wallace Landim, presidente da Abrava e conhecido como Chorão, refutou a participação dos caminhoneiros em uma greve e alertou sobre a “irresponsabilidade” de um movimento nacional neste momento. “Em um cenário crítico como o atual, uma paralisação causaria danos à sociedade. A categoria busca soluções junto ao governo federal para amenizar a crise econômica que afeta os caminhoneiros, como a redução do ICMS do diesel e a revisão dos preços dos pedágios. Porém, parar agora poderia gerar um caos no país”, declarou Chorão.

Ele também destacou que existe o risco de suspensão das atividades de transporte devido à falta de combustíveis. “Se o governo não tomar medidas, corremos o risco de parar por falta de diesel. As distribuidoras reduziram a entrega nos postos e já há locais sem combustíveis disponíveis”, alertou.

Segundo o presidente da Abrava, caminhoneiros relataram um aumento de 25% a 26% no preço do diesel nos últimos dez dias, resultando em um acréscimo médio de R$ 1,64 por litro desde o início do conflito no Irã. “Isso é extremamente prejudicial para a categoria, especialmente neste período de colheita no Centro-Oeste, quando os transportadores dependem do diesel para carregar suas cargas”, ressaltou.

A Conftac (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos de Cargas) emitiu uma nota afirmando que, após reuniões com as principais lideranças do setor, não há qualquer indicativo de greve ou paralisação programada para hoje. “Embora exista uma preocupação legítima com a alta recente no preço do diesel, impulsionada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, a entidade reforça que os rumores de greve são apenas especulações, mantendo o compromisso com o diálogo e a estabilidade no transporte de cargas no país”, esclareceu a Confederação.

Na próxima segunda-feira (16), caminhoneiros da região do Porto de Santos se reunirão para discutir a situação atual da categoria, incluindo o aumento especulativo do diesel, em busca de uma solução conjunta, conforme informou Luciano Santos, presidente do Sindicam-Santos. “A manifestação será considerada apenas em último caso”, garantiu.

Plínio Dias, diretor-presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, afirmou que a categoria busca soluções estruturais, além de lidar com o impacto atual do preço do diesel. As entidades reconhecem, no entanto, que lideranças mais ativas da categoria podem promover ações regionais e localizadas.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade