O governador Romeu Zema, do partido Novo, recorreu à analogia da Coca Cola para justificar a decisão de seu governo de não divulgar informações sobre as isenções fiscais oferecidas a empresas que se instalam em Minas Gerais. Durante um evento na quarta-feira (11), onde foram anunciados investimentos da farmacêutica Hypofarma, que planeja construir uma unidade em Montes Claros, no Norte do estado, Zema explicou que a instalação da fábrica se deve aos incentivos fiscais concedidos pelo governo federal a municípios mineiros na área da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
“Essa decisão da Hypofarma se dá principalmente pelos incentivos fiscais da região da Sudene, que são de natureza federal. As empresas localizadas em Montes Claros e arredores têm uma carga de imposto de renda significativamente reduzida. Esse é o principal atrativo para a instalação dessas empresas na região. Vale ressaltar que, durante nossa gestão, não implementamos novos incentivos fiscais, apenas aplicamos os existentes”, destacou o governador.
Ao ser questionado pela reportagem da Itatiaia sobre a possibilidade de tornar públicos os benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual, Zema fez uma referência à famosa marca de refrigerante. “Assim como a Coca Cola mantém sua fórmula em segredo”, afirmou, insinuando que a confidencialidade em relação às isenções fiscais é uma prática que seu governo pretende preservar. A alusão se refere ao mistério que envolve a receita original da Coca Cola, criada em 1886, cuja composição exata ainda permanece desconhecida.