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PF designa perito para exame em Minas após falecimento de Sicário, mas atestado de óbito não será emitido

Divulgação/PMMG

A confirmação do falecimento de Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, popularmente conhecido como “Sicário” e considerado o principal colaborador do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ocorreu na noite de sexta-feira (6). No entanto, já na quinta-feira, a cúpula da Polícia Federal havia decidido que, para evitar controvérsias, o mais adequado seria que a avaliação e o laudo fossem realizados pelos médicos legistas do IML (Instituto Médico Legal) de Minas Gerais, caso a morte fosse confirmada.

Até aquele momento, Sicário encontrava-se em estado crítico, com indícios de morte cerebral, no hospital em Belo Horizonte, onde foi levado após tentar tirar a própria vida dentro da cela da Polícia Federal. A situação gerou grande preocupação entre os investigadores, pois o detento estava sob custódia federal, aguardando transferência para um presídio estadual, o que estava previsto para ocorrer naquele dia.

Um médico da PF acompanhou todo o processo relacionado à morte encefálica, que teve início na sexta-feira, até a elaboração do laudo final que atestou o falecimento de Luiz Phillipe. A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte.

As celas nas superintendências da PF são destinadas apenas para “passagem”, enquanto se aguarda a disponibilização de uma vaga no sistema prisional, conforme determinação judicial, pois não há infraestrutura para a detenção permanente na PF.

Alguns superintendentes e ex-superintendentes da corporação relataram que, para proteger os detentos, mesmo durante esse breve período, utilizam câmeras para monitorar a área, apesar da inexistência de uma previsão legal para tal medida, devido ao histórico de tentativas de suicídio nesses ambientes. “Algumas tentativas já foram evitadas” [com o uso de câmeras], declarou um deles. No entanto, o incidente envolvendo Sicário ocorreu entre a saída de um advogado que o visitou e um intervalo de pouco mais de uma hora sem monitoramento.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade