Neste sábado (14), Edílson Capetinha foi expulso do BBB 26, mas sua carreira como jogador é marcada por diversos episódios controversos. O baiano de 55 anos, multicampeão por clubes como Palmeiras, Corinthians e Flamengo, viveu momentos de grande tensão e violência ao longo de sua trajetória esportiva. A Itatiaia revisita algumas dessas situações marcantes.
Um dos incidentes mais notórios ocorreu em 2004, quando Edílson jogava pelo Vitória. Ele chegou à concentração do clube armado e disparou tiros para o alto, deixando a diretoria, seus companheiros e o treinador em estado de choque. Evaristo de Macedo, na época técnico do Vitória, expressou sua preocupação e acabou sendo agredido pelo jogador em resposta à crítica.
Em uma conversa no Charla Podcast, Edílson confessou seu arrependimento em relação àquela ação. “Peço desculpas a ele. Não me orgulho desse episódio e sinto vergonha. Foi uma das minhas maiores decepções no futebol”, declarou.
Outro momento conturbado em sua carreira foi a rivalidade com Dejan Petkovic, com quem jogou no Flamengo entre 2000 e 2001. Apesar da tensão entre eles, conseguiram conquistar três títulos juntos: a Copa dos Campeões, o Campeonato Carioca e a Taça Guanabara, todos em 2001. Hoje, Edílson afirma que a relação se transformou em amizade.
Em 1998, enquanto defendia o Corinthians, Edílson e Vampeta foram detidos sob a acusação de desacato a um policial que fazia uma abordagem de trânsito. Como consequência, o atacante foi afastado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, o que gerou descontentamento e críticas públicas de Edílson em relação ao treinador. Enquanto Vampeta se desculpou e foi reintegrado, Edílson permaneceu fora da equipe.
Outro incidente no Corinthians envolveu uma discussão com o volante Freddy Rincón, que o confrontou por uma falha que resultou em um contra-ataque adversário. O desentendimento se intensificou nos vestiários, onde Edílson, em um momento de raiva, pegou uma faca para se proteger, criando uma situação tensa entre os jogadores.
Em 1999, Edílson também se tornou o centro de uma controvérsia ao fazer embaixadinhas na final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, provocando a ira dos adversários e resultando em uma confusão generalizada em campo. Em entrevista ao ge, ele afirmou que não se arrepende da atitude, destacando que a provocação foi uma resposta às constantes provocações que recebia.
Mais tarde, em 2003, quando jogava pelo Flamengo, Edílson desdenhou do Cruzeiro, afirmando que o Santos era o verdadeiro melhor time do Brasil, antes de uma final da Copa do Brasil. Apesar da provocação, o Flamengo acabou derrotado.
Outra polêmica se deu em 2005, durante o Campeonato Brasileiro, com o zagueiro Mascherano. Edílson, conhecido por seus dribles e jogadas ousadas, gerou a fúria do defensor argentino, que passou a marcar o atacante de maneira violenta. Após uma discussão, ambos receberam cartão amarelo, mas Edílson acabou expulso na segunda etapa após uma demora para cobrar um escanteio.