RIO – Nesta quinta-feira, 12, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, em colaboração com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou uma operação que investiga o suposto envolvimento de policiais civis em atividades criminosas.
Na manhã de hoje, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências, empresas e delegacias. Durante a ação, os agentes recolheram documentos, dispositivos eletrônicos e “outros itens de interesse para a investigação”, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
A apuração, que está sob sigilo, é baseada em informações obtidas pelo Ministério Público de São Paulo e uma força-tarefa de combate ao crime organizado que inclui a Polícia Federal. Essa operação foi desencadeada em setembro de 2024, com o objetivo de prender narcotraficantes que, supostamente, teriam oferecido propina de R$ 800 mil a investigadores da Polícia Civil para encerrar uma investigação sobre uma quadrilha envolvida no envio de cocaína à Europa.
Na ocasião, conforme relatado pela Promotoria, os criminosos também teriam financiado um tipo de “mensalinho” para os policiais, em valores que ainda estão sendo apurados, entre 2020 e 2021. Esses pagamentos teriam sido intermediados pelos advogados dos narcotraficantes, resultando no arquivamento de um inquérito que estava sendo processado no Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico.
A investigação está centrada em possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, os narcotraficantes, os policiais envolvidos e pessoas de fachada associadas a eles teriam ocultado os valores de origem ilícita.