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Preço do tomate sobe quase 50% e cesta básica registra alta em Belo Horizonte devido às chuvas

Belo Horizonte figura entre as oito capitais do Brasil onde os preços da cesta básica mais aumentaram entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. De acordo com um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo médio da cesta básica na cidade atingiu aproximadamente R$ 737, com um acréscimo de pouco mais de 2% no último mês. Esse valor representa quase 50% do salário mínimo.

Seis produtos foram responsáveis pela elevação dos preços, destacando-se o tomate, que teve um aumento de quase 50% nesse período. O economista e técnico do Dieese, Marcelo Figueiredo, explica que as condições meteorológicas influenciaram significativamente o aumento de preços de alguns itens. “O clima teve um impacto considerável em produtos como o tomate, que subiu quase 50%. O feijão também viu um aumento de cerca de 1,88%, muito em função das chuvas que atrasaram a colheita e diminuíram a oferta ao consumidor”, analisa.

Ele observa que outros alimentos também devem continuar a tendência de alta ao longo de 2026, como a carne bovina. “No caso da carne, a demanda está aquecida, tanto no mercado interno quanto externo. Além disso, fatores relacionados à produção, como o preço elevado do bezerro e o abate de fêmeas, devem manter os preços altos no mercado nacional durante este ano”, acrescenta.

De acordo com o economista, atualmente, em Belo Horizonte, o salário mínimo permite que o trabalhador adquira cerca de duas cestas básicas. “É necessário aumentar a renda dos trabalhadores, para que eles gastem cada vez menos de seus salários com alimentação, que é essencial para a produtividade no dia a dia”, conclui.

Nas ruas da capital, os consumidores já sentem o impacto nos gastos. A professora aposentada Leonor Maria, de 73 anos, compartilha suas dificuldades ao fazer compras. “Sem dúvida, está mais caro. Não notamos essa diferença quando dizem que algum produto baixou. Um cai de preço e outro sobe muito, especialmente itens básicos, como arroz, carne e óleo. São produtos simples, mas indispensáveis, e estão muito caros”, afirma.

Ela enfatiza que não há alternativa a não ser continuar comprando. “Como se trata de itens essenciais, não há como deixar de comprar. Então, seguimos adquirindo”, diz.

A operadora de caixa Emanuele Kevin dos Santos Luzanski, de 32 anos, também percebe a elevação nos preços. “Os preços estão exorbitantes. O arroz, o leite, especialmente para as crianças, estão caros. As verduras também estão com preços elevados”, relata.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade