A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou, na terça-feira (3), a investigação sobre a tentativa de afogamento do cão comunitário Caramelo, ocorrido na Praia Brava em Florianópolis, e identificou quatro adolescentes responsáveis por atos infracionais que se assemelham ao crime de maus-tratos. O animal, que era parte da comunidade local, foi levado ao mar por um grupo de jovens, mas conseguiu escapar e, posteriormente, foi adotado.
🔍 A “representação” refere-se ao ato do Ministério Público formalizar uma acusação contra um adolescente por um ato infracional, dando início ao processo na Vara da Infância e Juventude, o que pode resultar em medidas socioeducativas. Esse procedimento substitui a denúncia, já que menores de 18 anos não são responsabilizados criminalmente.
✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp. A polícia solicita a internação de um adolescente suspeito de agredir o cão Orelha; entenda a legislação. Caso Orelha: VÍDEO captura o momento em que um adolescente retorna ao condomínio no dia das agressões.
Caramelo costumava perambular pela praia ao lado de outro cão comunitário, Orelha. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, o cão foi levado ao mar por um grupo de jovens, mas conseguiu se desvencilhar. Câmeras de segurança registraram o momento em que o animal caminhava junto aos adolescentes pela areia (assista abaixo).
Uma testemunha relatou à polícia que viu um dos jovens entrando no mar com o cachorro. Segundo seu relato, Caramelo ficou assustado, conseguiu se soltar e fugiu. “Ele pegou o cão e o levou para a água, mas o cachorro ficou apavorado e conseguiu escapar de volta para a praia”, contou a testemunha.
➡️ Os nomes, idades e endereços dos envolvidos não foram divulgados, em conformidade com o que estipula o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura o sigilo em casos que envolvem menores de idade.
A investigação sobre Caramelo ocorreu simultaneamente ao inquérito que apura a morte de Orelha, outro cão comunitário da Praia Brava. Neste caso, um adolescente foi identificado como autor das agressões e a polícia requisitou sua internação provisória.
O cão Orelha, que também habitava a Praia Brava, foi agredido na madrugada do dia 4 de janeiro. Na manhã seguinte, moradores encontraram o animal ferido. Ele foi levado ao veterinário, mas não sobreviveu aos ferimentos.
A Polícia Civil informou que os adolescentes implicados no caso de Caramelo não são os mesmos envolvidos na morte de Orelha. Em ambas as situações, a polícia concluiu que houve atos infracionais relacionados a maus-tratos.
Familiar escondeu boné e mentiu sobre moletom utilizado por adolescente no dia das agressões ao cão Orelha, segundo a polícia. A defesa contesta a autoria do crime, apresentando um vídeo de Orelha caminhando após o horário das agressões.
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