O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reiterou na última segunda-feira (2) a necessidade de se manter as emendas parlamentares no Orçamento. Durante a abertura do novo ano legislativo, ele enfatizou que os recursos alocados pelo Congresso alcançam áreas frequentemente negligenciadas pelo Poder Público. “É responsabilidade deste plenário […] assegurar a prerrogativa constitucional do Congresso em destinar emendas parlamentares a locais esquecidos, que muitas vezes não estão sob a atenção do Governo”, afirmou.
Na semana anterior, Motta havia criticado a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que mencionou que o Congresso teria “sequestrado” parte do Orçamento. O presidente da Câmara considerou essa afirmação como “equivocada”. No ano passado, foram aprovados R$ 61 bilhões em emendas para o Orçamento de 2026, mas o governo vetou cerca de R$ 400 milhões desses recursos.
Em seu pronunciamento, Hugo Motta também falou sobre a necessidade de um debate responsável e equilibrado acerca do término da escala 6×1, uma proposta apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua mensagem ao Congresso, lida na sessão do dia. “Precisamos acelerar a discussão sobre a PEC 6×1, com responsabilidade e equilíbrio, ouvindo tanto trabalhadores quanto empregadores”, destacou.
Além disso, ele mencionou que a Câmara deve avançar na discussão de regras para os trabalhadores de aplicativos, outra proposta defendida pelo governo. “Vamos aprofundar o diálogo sobre a relação entre trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais, buscando um equilíbrio entre produtividade, direitos e desenvolvimento. Essa tarefa é essencial para preparar o Brasil para uma nova economia, fundamentada em tecnologia, inovação e investimentos sustentáveis”, concluiu.
Ainda nesta segunda-feira, o plenário da Câmara deverá avaliar duas medidas provisórias que estão prestes a expirar: a MP do auxílio Gás do Povo e outra que permite um crédito extraordinário para o Ministério da Agricultura e Pecuária.